Entre dezembro de 2019 e novembro de 2020, a Prefeitura de São Paulo realizou um mapeamento da população trans na cidade organizada pelo CEDEC – Centro de Estudos de Cultura Contemporânea.

O estudo procurou responder a questões como: quão diversificada é a população trans – distinta por marcadores raciais, de classe social, geracionais e religiosos? Quais suas condições de acesso à saúde, educação, trabalho e moradia? Como está sujeita às situações de violência física e moral em ambientes domésticos e públicos?

Ao todo, foram entrevistadas 1.788 pessoas em São Paulo através de questionários realizados pessoalmente e também por telefone.

Sobre os entrevistados

Em uma primeira etapa, o estudo visou compreender as condições de vida das pessoas trans que vivem na cidade, uma vez que os dados sobre este segmento são quase inexistentes.

Concluiu-se que 48% são mulheres trans; homens trans e travestis correspondem a 23% cada um, e 6% consideraram-se pessoas não binárias.

Em relação a faixa etária, os entrevistados em sua grande maioria possuem entre 16 e 35 anos.

Considerações

A  pesquisa considera que a população trans é, em sua maioria, composta de mulheres (70% entre travestis e mulheres trans), jovens (70% com até 35 anos) e  solteiras/os (75%).

Em relação à identidade racial,  57% se autodeclararam de cor preta e parda; 51% possuem escolaridade média; e 40% não se considera religiosa/o.

A saída do convívio familiar, tema que é bastante frequente e, muitas vezes, traumatizante na vida de pessoas trans, também está na presente na pesquisa, bem como com quais pessoas vivem atualmente, qual tipo de moradia e região.

75% deixaram de morar com a família precocemente e atualmente cerca de 31% vivem sozinha/o ou, menos frequentemente, com companheiros e amigos (23%).

Na pesquisa também há outras abordagens como fonte de renda e trabalho, saúde, uso de álcool e outras drogas, situação de  violência e pode ser acessada na íntegra aqui.

 

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