Quem somos

Somos um coletivo jornalístico independente, transparente e apartidário formado por jornalistas moradoras de diferentes regiões periféricas da cidade de São Paulo. Atuantes em diferentes plataformas de comunicação, nossa principal diretriz é disseminar conteúdos autorais produzidos por mulheres e a partir da perspectiva de mulheres, tendo  como fio condutor editorial a intersecção de gênero, raça, classe e território.

Acreditamos e fazemos comunicação e jornalismo online e offline em diferentes formatos: investigativo, literário, artístico, audiovisual. Cumprimos nosso papel com responsabilidade, ética, técnica e em uma linguagem próxima, acessível e humana.

A História

Em 7 de março de 2012, integrantes fundadoras do coletivo publicaram um artigo na seção “Tendências/Debates” da Folha de S. Paulo, um dos jornais de maior circulação no Brasil, atentando para a invisibilidade e aos direitos não atendidos de uma parte das mulheres – as que moram em bairros periféricos de grandes metrópoles. O título escolhido foi: Nós, mulheres da periferia.

O texto teve grande repercussão e foi replicado em outros veículos de mídia. Mas o maior impacto foi ter encontrado eco entre as iguais das escritoras: outras jovens ou não tão jovens mulheres moradoras da periferia de São Paulo que se sentiram representadas em um grande veículo. O artigo foi amplamente compartilhado nas redes sociais e, além  disso, leitores do jornal se manifestaram por meio de cartas e mensagens ao veículo.

As autoras, que escreveram com base em suas vivências cotidianas, individuais e cruzadas, perceberam naquele momento que o vazio de representatividade não era sentido apenas por elas. A partir de então, iniciou-se um processo de pesquisa e consolidação do coletivo. O website nasceu em março de 2014 com o intuito de contribuir para a construção de narrativas jornalísticas mais humanas e contextualizadas, dialogando com a tríplice raça, classe e território, tendo a periferia de São Paulo como contexto.

Em 2015, com um projeto intitulado “Desconstruindo Estereótipos”, o grupo iniciou uma série de oficinas em diferentes bairros de São Paulo, impactando cerca de 100 mulheres com uma faixa etária entre 17 e 92 anos. O objetivo foi compreender como as participantes se sentiam representadas pela mídia. Em consequência, nasceram dois produtos: a mostra artística “Quem somos [POR NÓS]” (2015) e o curta metragem “Nós, Carolinas” (2017). Ambas experiências ampliaram as plataformas de atuação do coletivo em territórios periféricos.