Quem somos

Somos mulheres que criaram um site para escrever textos e registrar histórias que não encontravam em lugar nenhum. Em um país em que as mulheres estão à margem da liderança dos meios de comunicação, o Nós mulheres da periferia é uma empresa jornalística fundada e autogestionada por mulheres negras e periféricas.

Até aqui, cada uma de suas cofundadoras percorrem caminhos distintos, mas sempre conectadas com o jornalismo periférico e as discussões sobre classe, raça, gênero e território. A existência do Nós como veículo e empreendimento é a materialização de um objetivo: ser uma organização feita por mulheres focada em produzir o melhor conteúdo para mulheres. 

A sustentabilidade do nosso negócio vem, principalmente, da parceria com fundações ou empresas coerentes com os nossos princípios. Além disso, a assinatura recorrente de leitoras e leitores é fonte de renda fundamental.

Todos esses suportes financeiros são importantes para a continuidade da nossa existência, principalmente em um país como o Brasil. Ainda assim, a  independência é um valor que vem em primeiro lugar. Portanto, nossa linha editorial não é influenciada e nem ferida por nenhum princípio que não se conecte com o compromisso do Nós, mulheres da periferia.

Linha Editorial

O Nós, mulheres da periferia é um site jornalístico dedicado a repercutir a opinião e a história de mulheres negras e periféricas. Nosso compromisso é oferecer um outro jeito de ver os acontecimentos no Brasil e no mundo e contribuir para a construção de uma sociedade plural, antirracista e não patricarcal.

Em atividade desde 2014, o objetivo do veículo é democratizar o debate público e aproximá-lo da realidade brasileira, que tem uma população majoritariamente formada por mulheres negras. Seguindo uma linha editorial transparente com suas leitoras e leitores, o  fazer jornalístico do Nós, mulheres da periferia é guiado por valores como ética, confiabilidade e independência.  

Os conteúdos são atemporais, contextuais e se aprofundam na especialidade, vivência e análise de cada fonte. Nesta lógica, partimos de olhares individuais sobre pautas relevantes no espectro nacional e internacional. Mais do que notícias, o que você  encontra aqui é um jeito de ver o mundo. 

Missão

Produzir jornalismo para ouvir e repercutir a história, memória e opinião  de mulheres negras e periféricas. 

Visão

Ser referência nacional e internacional em jornalismo feito por e para mulheres 

Valores

Qualidade, Ética, Confiabilidade, Inovação, Independência, Protagonismo


A história

Equipe do Nós, mulheres da periferia no lançamento do projeto na Ação Educativa, em 2014.Em 7 de março de 2012, integrantes fundadoras do coletivo publicaram um artigo na seção “Tendências/Debates” da Folha de S. Paulo, um dos jornais de maior circulação no Brasil, atentando para a invisibilidade e aos direitos não atendidos de uma parte das mulheres – as que moram em bairros periféricos de grandes metrópoles. O título escolhido foi: Nós, mulheres da periferia.

O texto teve grande repercussão e foi replicado em outros veículos de mídia. Mas o maior impacto foi ter encontrado eco entre as iguais das escritoras: outras jovens ou não tão jovens mulheres moradoras da periferia de São Paulo que se sentiram representadas em um grande veículo. O artigo foi amplamente compartilhado nas redes sociais e, além  disso, leitores do jornal se manifestaram por meio de cartas e mensagens ao veículo.

As autoras, que escreveram com base em suas vivências cotidianas, individuais e cruzadas, perceberam naquele momento que o vazio de representatividade não era sentido apenas por elas. A partir de então, iniciou-se um processo de pesquisa e consolidação do coletivo. O website nasceu em março de 2014 com o intuito de contribuir para a construção de narrativas jornalísticas mais humanas e contextualizadas, dialogando com a tríplice raça, classe e território, tendo a periferia de São Paulo como contexto.

Em 2015, com um projeto intitulado “Desconstruindo Estereótipos”, o grupo iniciou uma série de oficinas em diferentes bairros de São Paulo, impactando cerca de 100 mulheres  entre 17 e 92 anos. O objetivo foi compreender como as participantes se sentiam representadas pela mídia. Em consequência, nasceram dois produtos: a mostra artística “Quem somos [POR NÓS]” (2015) e o curta metragem “Nós, Carolinas” (2017). Ambas experiências ampliaram as plataformas de atuação do coletivo em territórios periféricos.

Nosso trabalho foi reconhecido e premiado, com destaque para o Prêmio Almerinda Farias Gama da Prefeitura de São Paulo para iniciativas na área de comunicação ligadas à defesa da população negra e o Prêmio Antonieta de Barros – Jovens Comunicadores Negros e Negras, da extinta Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (ambos em 2016). 

O Nós é um negócio de impacto que valoriza a horizontalidade. Atualmente compomos uma equipe gestora de sete mulheres e contamos com mais quatro colaboradoras. Nos orgulhamos de ser hoje uma equipe exclusivamente de mulheres periféricas, majoritariamente negras.