Passar sufoco no transporte no transporte público não é novidade para quem usa o serviço, que é considerado essencial nesta pandemia.

O aperto que os moradores da periferia enfrentam todos dos dias na condução agora será também no bolso com o reajuste da passagem nos trens e metrô e retirada da gratuidade da tarifa para idosos de 60 a 65 anos.

De acordo com a Prefeitura cerca 186 mil idosos perderão o direito, dados que podem estar subnotificados, já que pelo menos 697 mil pessoas de 60 a 65 anos viviam na capital em 2019, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Sufoco que também será sentido com o aumento da tarifa de transporte público nos trens da CPTM e Metrô de $ 4,40 para R$ 4,83. Esse reajuste se equipara ao valor já cobrado nos ônibus na cidade desde 2019.

A auxiliar de limpeza aposentada Maria José Berreza Santos, 64, mora na região de perus e será impactada duplamente. Perderá o beneficio da gratuidade e terá que pagar mais para se locomover.

“[A gratuidade] ajuda bastante. Principalmente a gente que ganha um salário mínimo, eu me aposentei com um salário mínimo. Só em remédios, tem mês que fica R$300, R$400. Metade do salário já vai pros remédios”, declarou.

A tecnóloga e especialista em mobilidade urbana Kamila Lorrani, 25, moradora da cidade Tiradentes avaliou os impactos na cidade após a retirada desse direito aos idosos. “É vergonhoso para o município ter um regresso tão grande de direitos que a gente já tinha conquistado”, avaliou.

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