Você sabia que dos 55 vereadores na Câmara Municipal de São Paulo, apenas 13 são mulheres? Em 2020, essa história começou a tomar novos traços. Erika Hilton foi eleita a vereadora mais votada do Brasil, com 50.508 votos pelo Psol.

No 34º episódio do Conversa de Portão, a jornalista Jéssica Moreira conversa com a vereadora, que conta sua trajetória, o dia a dia na Câmara dos Vereadores e sua análise do cenário político brasileiro.

Erika foi também a primeira mulher negra trans a ser vereadora de São Paulo. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transsexuais – Antra, 294 pessoas se candidataram e 30 foram eleitas, representando um aumento de 275% de pessoas trans na política quando comparado à penúltima eleição, em 2016. Quase quatro vezes mais.

“Ser a primeira mulher trans a ocupar esse lugar também exemplifica porque o Brasil é o primeiro país do mundo que mais mata mulheres trans e travestis, porque a população LGBTQI+ é tratada como menos gente, como menos humana na cidade de São Paulo”, aponta a vereadora.

Erika Hilton tem 28 anos, já foi codeputada estadual da Bancada Ativista, e tem um histórico de militância no movimento estudantil, LGBTQI+ e no movimento negro. Ela cresceu em Francisco Morato, na região metropolitana da cidade São Paulo e suas maiores referências na infância eram as mulheres de sua família, principalmente sua mãe.

Desde 1º de janeiro de 2021, Erika tem enfrentado isso dentro da institucionalidade política. Sua rotina se transformou completamente. Geralmente, começa às 9h da manhã, quando ela realizava um ritual de skin care. E entre agendas oficiais e extra-oficiais ela vai até umas dez da noite, quando consegue parar.

Nossa entrevista aconteceu às 22h da noite, mas ela gentilmente nos atendeu. Foi o tempo possível. Entre as tarefas, há o próprio ato de legislar, que é sugerir ou aprovar leis que regulamentam a cidade; fiscalizar o poder executivo, cobrando respostas da prefeitura e suas secretarias, e também mostrar ao executivo as reais necessidades da população.

Você confere a entrevista na íntegra no Conversa de Portão. Ouça!

 

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