Já são três anos desde o assassinato brutal da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro. As memórias de tristeza do dia 14 de março de 2018 continuam acompanhando milhares de pessoas, no Brasil e no mundo.

Depois daquele dia, no entanto, o legado de Marielle se traduziu por todos os cantos, seja nos nomes das ruas, sambas-enredo, nomes de escolas ou praças. Das periferias brasileiras aos centros turísticos na Europa, o nome, ideias e ideais de Marielle continuam germinando entre nós.

Para falar do aniversário de morte da militante, Jéssica Moreira conta sobre as inúmeras homenagens a Marielle desde então, e bate um papo com a arquiteta Gabriela de Matos, criadora do Arquitetas Negras, que fala, entre outros assuntos, sobre a importância de construir uma narrativa negra também nos espaços urbanos.

“As estátuas e monumentos colocados em nosso caminho ajudam a construir a narrativa do colonizador. Uma estátua de Marielle Franco reverte essa narrativa”, é o que aponta Gabriela.

Ela explica ainda que, na cultura africana, é super importante manter vivo o nome da pessoa, para que sua trajetória e de seus ancestrais continue ressoando. “O nome carrega nossa história e a trajetória de nossos ancestrais. A trajetória não pode ser interrompida com a ausência física, por isso dizer o nome da Marielle Franco é de extrema importância”, diz.

Recebemos Gabriela em nossa Conversa de Portão e ela lembrou da importância dos quintais para a arquitetura e memória da cultura negra. “Muitas histórias negras eram vividas nos quintais. As lembranças desses espaços são importantes para as famílias, mas para passar de geração a geração a cultura negra”.

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