Forte, determinada, feminina, vaidosa. Mãe e filha. Irmã. Tia. Cunhada. Amiga. Comadre e madrinha. Mulher. 

Ela trabalha e sustenta os filhos, a casa. Ela estuda com eles, vai nas reuniões de pais, leva no médico, no dentista, leva para passear na parque, na praia, no shopping. Ela cuida deles e das coisas deles. Vai no mercado, na feira, no açougue.

Ela cuida dela. Vai no cabeleireiro, na manicure, no ginecologista, na academia, vai para a faculdade. Ela ajuda o marido, ajuda os pais, ajuda os irmãos. Ajuda as amigas, sai com as amigas. Vai para um barzinho, vai fazer compras no shopping, vai no churrasco da família. Visita um parente doente, acalma uma amiga no telefone, troca receitas com uma vizinha.

Independente nas suas decisões, não precisa de ajuda. Se banca sozinha sem medo do que os outros dirão. Os outros para ela, são os outros mesmo. Não lhe dizem respeito, assim como ela não se justifica para ninguém.

Querendo um afago sim, às vezes. Um elogio, atenção. Ser bem tratada e, acima de tudo, respeitada.

Passou por momento difíceis sim, mas quem não passou? Saiu deles mais forte e ainda mais inteligente, astuta. Arisca. 

Ela é assim: uma mulher forte, mais homem do que muito homem por aí. Um homem para bancá-la precisará ser mais homem do que ela. Inteligente, independente, maduro, seguro, senhor de si. E, ao mesmo tempo, deverá ser capaz de abrandá-la, de aconchegá-la. 

Ela é mãe de família, provedora financeira e emocional dos filhos, dos pais, dos irmãos. Como cabe tanta coisa assim dentro dela?

Paula Cristina da Silva, 38 anos é secretária e moradora de Itaquera.

“Apesar de ser uma aquariana curiosíssima, sinto que minha evolução chegou um pouco tarde. Meu processo de autoconhecimento se deu por volta dos 35 anos. Foi quando conheci a mulher negra potente que dormia em mim… Hoje, me esforço um tanto mais, dedicando-me amor, tempo e paciência, a fim de fazer florescer toda a beleza de que sou capaz”.

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