Entre os dias 2 e 5 de maio a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) realiza, junto ao governo do Uruguai, a Conferência Global para celebrar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Na terça-feira (3), Jéssica Moreira, cofundadora e uma das diretoras do Nós, mulheres da periferia, representa a organização no painel “Igualmente segura: rumo a uma abordagem feminista para a segurança dos jornalistas”, cujo objetivo é lançar uma pesquisa mundial de mesmo nome e compartilhar pontos de vista e experiências de todo o mundo sobre como pode ser uma abordagem feminista para a proteção de jornalistas.

Organizada em formato híbrido, com o objetivo de alcançar o maior número de participantes na discussão sobre a liberdade de imprensa em todo o mundo. É possível acompanhar a participação do Nós também online, cadastrando-se neste link (clique em aceitar cookies e ‘registrar agora’).

A pesquisa analisou iniciativas de seis países, sendo três na Ásia (Bangladesh, Nepal e Sri Lanka) e três na América Latina (Brasil, Chile e Paraguay). Dentre as iniciativas ouvidas no Brasil, está o Nós, mulheres da periferia, que colaborou tanto com os pontos de vista da organização, como também participando de workshops globais oferecendo perpectivas sobre o tema. O relatório estará disponível para consulta assim que for divulgado.

“Para nós, é muito importante participar de um evento internacional sobre liberdade de imprensa, uma vez que nosso grande objetivo é democratizar cada vez mais a informação, principalmente para mulheres negras e periféricas, que historicamente foram excluídas dos noticiários”, aponta Jéssica Moreira.

“No dia 31 de maio de 2021, a conta do Nós no Instagram foi invadida, tendo todos os seus posts de mais de sete anos de trabalho apagados”, relembra Jéssica, sobre o episódio que aconteceu à própria organização.

“A invasão ocorreu após a cobertura da organização dos atos de ‘Fora Bolsonaro’ de 29 de abril do mesmo ano. Após grande mobilização de nossa comunidade e do apoio de organizações de comunicação e demais parceiros, a conta foi recuperada por meio da Meta (Facebook à época). Porém, mesmo com Boletim de Ocorrência aberto, nunca tivemos uma explicação, tampouco soubemos os interesses ou feitores da ação”, explica a codiretora, que acredita na importância de ampliar o debate sobre segurança às mulheres.

Confira toda a programação da conferência no site da Unesco para acompanhar mesas e workshops sobre comunicação e liberdade de imprensa ao redor do mundo.

 

Igualmente segura: rumo a uma abordagem feminista para a segurança dos jornalistas

Ter 03/05/2022 às 09:00