Por Jéssica Moreira e Semayat Oliveira
Desde a tarde de quarta-feira, 31 de maio, ativistas do Movimento Cultural das Periferias estão ocupados na Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, localizada no Centro da cidade. São mais de 70 pessoas entre artistas, militantes, profissionais da área da cultura e apoiadores que tem um objetivo em comum: a saída do atual secretário de cultura, André Sturm.
A ocupação é uma reação rápida e articulada contra a ameaça do secretário de “quebrar a cara” do agente cultural Gustavo Soares, integrante do Movimento Cultural Ermelino Matarazzo. Como publicou o Periferia em Movimento, o caso aconteceu durante uma reunião realizada na Secretaria Municipal de Cultura (SMC), na última segunda-feira, 29 de maio, para discutir a possível renovação do contrato de gestão compartilhada da Casa de Cultura Ermelino Matarazzo (Ocupação Cultural Mateus Santos).
Dias depois do acontecido e após  veículos de comunicação periférica atingirem um alto nível de compartilhamentos da notícia nas redes sociais, o prefeito João Dória se manifestou dizendo que o assunto era uma “bobagem”.
“O secretário está desqualificando a luta dizendo que é um pequeno grupo que está insatisfeito”, apontou nota do Movimento Cultural repassada pelas redes sociais.

Crédito: Marcelo Rocha / Mídia NINJA

Crédito: Marcelo Rocha / Mídia NINJA


Segundo Ingrid Félix, “não tem arrego”. E por mais que pautas  diferentes venham à tona agora, também importantes, o fio condutor em comum a todos e a renúncia ou saída imediata de André Sturm. “Continuaremos ocupando até a pauta principal ser atendida: a saída de Sturm, para assim prosseguir com o restante da pauta, que inclui o descongelamento do orçamento, implementação do plano de cultura, lançamento do edital da lei de fomento, entre outras”.
A mediação com o governo tem sido feita por Milton Flávio, secretário de relações governamentais.  Segundo relato de ativistas presentes na ocupação, houve alguns acordos e o compromisso por parte do secretário em não permitir perseguição política aos agentes culturais que estão atuantes na mobilização. Até o momento, estão providenciando alimentação, mas não há autorização para aumentar o número de pessoas presentes na ocupação. Por isso, os grupos envolvidos pedem que mais gente se mobilize a vá até a secretaria para que haja um processo de revezamento.