“Na rua da abolição eu deixei ficar o meu coração
Jacira, seu nome era indígena, ela me dizia que dá África vinha
Assim como toda mulher que de lá descendia
Veja, o padrão é não ter padrão
Cada curva acentua na sua direção
Mas não há como se enganar o corpo de quem é negro não só na pele mas também de alma e coração
Genética é exatidão
Não perca ancestralidade na multidão
Não é preciso ser último tom pra no seio de mama África sermos irmãos
Valorize com exatidão a perfeição de cada um ser o quê a genética nos permitiu ver
A inexatidão nos aproxima, nos faz conjunção
Faz bater forte o coração ao ver que meu povo se encaminha à negra ascensão ”
gabriela
Gabriela Gomes Bazilio, 19 anos, virginiana, porém, nada organizada, escrever não foi uma escolha, é como se a escrita tivesse te escolhido. Periférica, nascida e criada no extremo sul da zona show, no Grajaú. Atualmente estuda para o vestibular no núcleo popular da uneafro, pra futuramente ser psicóloga.