Na era de dancinhas nas redes sociais e consumo de notícias de forma rápida, às vezes esquecemos que também é possível utilizar esses recursos para aprender coisas novas e com qualidade. É através do seu perfil no Instagram, que Amanda Farah publica seus vídeos sobre política.

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Amanda Farah fala sobre beleza e política em suas redes sociais

Crédito: Amanda Farah / Instagram

A blogueira carioca é conhecida principalmente por seus conteúdos de beleza e lifestyle, mas sua formação possibilita discutir assuntos importantes como feminismo, identidade e cultura de modo didático, distante da formalidade exigida em sala de aula.    

Amanda iniciou no meio digital de modo despretensioso em 2015. A princípio, o foco era apenas discursar sobre beleza, mas com tempo percebeu que poderia incorporar assuntos mais sérios mesmo de modo indireto. “Quando a gente vai falar de beleza na internet, você começa a ter algumas barreiras onde percebe que se não adentrar nesse tom político, também no âmbito da beleza, você só está sendo processado nessa máquina que são as redes sociais”. 

Falar sobre política começou com breves desabafos nos stories. Ao receber feedbacks positivos sobre a forma de se expressar, aprofundou-se em algumas temáticas que as pessoas não conhecem profundamente. Um grande motivador é aliar o baixo letramento em política da sociedade ao conhecimento que possui. “Não vejo problema nenhum em repassar informação de uma maneira que seja tranquila”.

Aliar seu conhecimento acadêmico a vídeos no Instagram é uma saída para ensinar de maneira equilibrada. “Não quero que as pessoas me vejam como intocável. Quero que a pessoa sinta como se estivesse em uma mesa de bar conversando comigo”.

Mas o começo não foi simples, teve receio de discutir política. Além de não se sentir completamente preparada, tinha medo de perder trabalhos, afinal algumas marcas poderiam recusar parcerias em decorrência ao seu posicionamento. 

Ela que sua missão é conscientizar que política vai além de apertar botões na urna. Existe um longo processo antes e é fundamental compreender esses passos e que as decisões que cada indivíduo toma geram resultados que podem ser positivos ou não no coletivo. “As pessoas acham que só porque alguém tem um cargo político, tem poder acima de qualquer outra coisa. Foi esse ponto que me fez querer gravar esses vídeos”. Com este pensamento, busca sempre entregar conteúdos de maneira responsável. “Conteúdo tem de ter conteúdo. Não é simplesmente jogar algo na internet“.

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“Minha estratégia e nunca parar de falar de beleza”, afirma Amanda.

Crédito: Amanda Farah / Instagram

A proposta dos vídeos é ensinar e aproximar a política do nosso cotidiano. “Às vezes a gente tem a sensação de que as coisas estão muito distantes e só nos afetam quando vamos ao mercado e tomamos um susto, por exemplo”. Desse modo, não defender lados é primordial para tentar alcançar mais pessoas para refletir sobre cidadania e democracia de modo simplificado. “Eu falo abertamente em quem vou votar, mas não quero fazer vídeos de campanha para o Lula, não cabe a mim. Quero que as pessoas tenham discernimento para entender em quem e por que elas estão votando”.

Misturar as temáticas pode ser incomum, mas não é um problema para Amanda. As redes são um reflexo de quem é e assim como no cotidiano não fala sobre política em período integral, sua página também não fala. “A gente tem uma conversa quase como Ana Maria Braga. Traz o Gil do Vigor para falar sobre economia mas depois fala sobre outra coisa. Tenho que deixar a coisa leve, fazer uma coisa que te bote no lugar mas ao mesmo tempo alguma coisa que é ‘boba’“.

Para os próximos meses continuará compartilhando vídeos sobre atribuição dos cargos e outros entornos que considera necessários, como urna eletrônica, votos brancos e nulos, coligação e outros.

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