Neste sábado (5 ), o espaço Beija-Flor do CEU Parelheiros (Extremo Sul de São Paulo) recebe a 14ª edição do Abayomi Aba para discutir a invisibilidade e sexualidade da mulher negra, em virtude do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, celebrado no último dia 25 de julho.

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Participante do evento | Divulgação


A proposta é olhar para a quebrada e os processos genocidas, racistas, sexistas e homofóbicos que acontecem pelas bordas e quais são as ferramentas e instrumentos de luta para combater a violência institucional.
Para isso, o Abayomi Aba discute o genocídio com a participação da artista visual e grafiteira Nenê Surreal, para falar sobre invisibilidade da mulher negra, além de grafitar; Evelyn Arruda, do Periferia em Movimento, abordando a sexualidade); Regiane Soares, do coletivo Rusha Montsho (sobre o 25 de julho); com mediação de Vanessa, do Abayomi Aba.
Além disso, haverá oficinas de turbante, bonecas, tranças e stencil (essa, tendo como temática a campanha #30diasporRafaelBraga) com os coletivos Abayomi Aba, Juventude Politizada de Parelheiros, Unidos Pela Dança, Mulheres na Luta, Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura e Rusha Montsho.
Também haverá exposição de Nenê Surreal, venda de roupas e apresentações artísticas de Luana Bayô, Omnira, Gabi Juliano e Bia Doxum, e dança e teatro com a Família Unidos Pela Dança e a Cia Humbalada de Teatro, com um trecho do espetáculo “Grajaú conta Dandaras, Grajaú conta Zumbis”.

Por que falar sobre isso?
Apesar de corresponder a 53% dos brasileiros, a população negra ainda luta para eliminar desigualdades e discriminações. Mesmo sendo a maioria, está sub-representada no Legislativo, Executivo, Judiciário, na mídia e em outras esferas. Em se tratando do gênero, o abismo é ainda maior. Apesar da baixa representatividade de mulheres negras na política e em cargos de poder e de decisão, cada ascensão deve ser comemorada como reconhecimento.
O Dia da Mulher Negra Latino- americana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º encontro de mulheres organizadas, em Santo Domingos, República Dominicana. Determinou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra e periférica. Desde então, coletivos culturais e feministas têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres negras.
Serviço
14º Abayomi Aba – Pela Juventude Negra Viva
Quando: sábado, 5/8
Horário: a partir das 13h30
Onde: Espaço Beija-Flor do CEU Parelheiros – Estrada da Colônia – Parelheiros – Extremo Sul de São Paulo