A seleção está sendo promovida pela editora Linha a Linha  e é voltada para autoras negras, cisgênero*, transexuais, de todas as idades, residentes no estado de São Paulo, que queiram publicar seu primeiro livro.
Quem já tem pronto ou em processo de finalização um  livro de prosa literária, romance, conto, ficção, não-ficção pode participar do processo seletivo, que vai até o dia 15 de agosto.
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A editora explica que a obra pode tratar de temas diversos e  não precisa ser explicitamente ou exclusivamente de feminismo e ou temas ligados às opressões.
O melhor é que as obras selecionadas serão totalmente custeadas pelo editora. A  autora receberá 10% da tiragem e poderá comprar exemplares com 30% sobre o preço de capa para revender e ter algum retorno financeiro, para além dos direitos autorais. Para informações sobre o envio do material acesse a página da editora.
As publicações irão estrear o  jovem catálogo da editora Linha a Linha, lançada em 2016, com a proposta de ser a  primeira editora feminista do Brasil.
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Essa seleção compõe o Selo CAROLiNA, em homenagem a uma das maiores escritoras brasileiras do século XX, Carolina Maria de Jesus.
A editora tem como missão garantir que sejam publicadas obras cujo conteúdo contribua para a construção de uma sociedade com igualdade de gênero, também no campo da literatura.
Mulheres na literatura 
Segundo dados da Gênero e Número, a principal feira literária do Brasil, a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), em seus 15 anos de existência contou com apenas 25% de autoras convidadas para o evento, destas somente 5% eram negras.
Em estudo feito pela pesquisadora Regina Dalcastagnè, da Universidade de Brasília (UnB) e divulgado pela Gênero e Número, dos 258 romances publicados entre 1990 e 2004 pelas editoras Companhia das Letras, Record e Rocco, 94% de autores brancos, 73% deles homens.
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*Indivíduo que se identifica, em todos os aspectos, com o seu gênero de nascença.