Nesta edição do Dicas da Semana, trazemos como destaque atividades culturais promovidas por grupos periféricos, com forte presença de mulheres pretas, além de iniciativas para contribuir com a produção dessas artistas negras. Se liga e, se puder, dê uma força!

Batuque – Jam Baque

Entre os dias 23 e 25 de abril vai rolar mais uma edição de um dos festivais mais potentes de cultura negra da cidade de São Paulo: Jam Baque, organizado pelo coletivo Quilombaque, de Perus (SP).

O festival promove ações antirracistas, celebrando a liberdade dos corpos e das sensações em diversas linguagens artísticas da cultura africana e afrodiaspórica, como músicas de diferentes ritmos, dança, teatro, poesia, arte circense e variadas expressões que enaltecem o povo preto.

Na programação, participações de Pagode da Disciplina, Lenna Bahule, Clarianas, Ilu Inã, dentre outros. As transmissões acontecem sexta e sábado às 20h, e domingo às 18h no canal do Youtube da Quilombaque.

Carolinas

Está rolando uma série de lives em ocasião do lançamento do livro “Carolinas – A Nova Geração de Escritoras Negras Brasileiras”, uma publicação da Flup – Festa Literária das periferias, resultado de um processo que envolveu 180 autoras em oficinas formativas em 2020, quando a escritora Carolina Maria de Jesus foi a homenageada na edição online do evento carioca.

As lives acontecem no dias 24 e 27 com a participação das escritoras que participaram da coletânea e também os orientadores das atividades formativas, como Eliana Alves Cruz, Itamar Vieira Junior, dentre outros. A programação é transmitida no Facebook da Flup.

Sarau das Pretas

Nesse sábado, dia 24, às 21h, vai rolar mais uma edição virtual do Sarau das Pretas. Dessa vez quem estará no comando será Elizandra Souza, integrante do grupo que também está realizando a campanha Salve uma autora negra! Compre seu livro! Faça um PIX!, para estimular a compra e venda de obras das escritoras e escritores pretos e periféricos nesse momento de pandemia. Para contribuir, entre em contato com a poeta nas redes sociais.

Mira em África

A jornalista angolana Rudmira Fula também está com uma campanha de financiamento para realizar o projeto Mira em África – um outro olhar sobre o continente, que tem como objetivo eliminar  pré-conceitos, produzidos em grande parte da mídia hegemônica, sobre África por meio de uma série de entrevistas com pesquisadores, artistas, empreendedores, além de bate-papos online com convidados que discutem a temática.

Para colaborar, inclusive com que a jornalista continue morando no Brasil, onde vive há oito anos, é só acessar o link da vaquinha.

POWlítico

Para quem está afim de contribuir ativamente, até o dia 30 de abril o Festival POWlítico de Corpas Rebeldes recebe inscrição para quem queira participar com ações na segunda edição do evento, prevista para acontecer online em julho.

Organizado pela CiA dXs TeRrOrIsTaS, coletivo que debate abolicionismo penal e as práticas de liberdade em  trabalhos artísticos e políticos, o festival traz na próxima edição o tema “Fogo na Prisão!”.

Serão aceitas inscrições de ações diversas, dentre artistas, professores, ativistas, pesquisadores, pensadores, permaculturistas, trabalhadores, articuladores etc.  Com inspiração no festival zapatista CompARTE por la Humanidad, não haverá seleção – todos os interessados em participar estarão automaticamente inscritos na programação.

O evento pretende, ainda, ser o ponto de partida para a inauguração da F.U.R.I.A. – Frente Unificada de Resistência Internacional Abolicionista, plataforma de comunicação em rede para conectar movimentos de luta contra a violência policial e o encarceramento.

Para participar, basta se inscrever no site do grupo.

 

 

Temas:

Sobre a autora:

Lívia Lima

Jornalista, mestre em Estudos Culturais e moradora de Artur Alvim, zona leste de São Paulo.