Fim de semana chegando e na cabeça a gente fica ouvindo uma voz dizendo “descansa, militante!”, mas é possível se divertir e se entreter sem esquecer das nossas lutas e das coisas que acreditamos. Nesta seleção de dicas, Nós apresentamos programações com reflexões sobre meio ambiente e questões raciais, além de celebração pelo início do mês do orgulho LGBTQI+.

Confira!

Ecofalante

Um abrangente painel das questões, impasses e possíveis soluções para a Amazônia. Esta é a proposta da Mostra Ecofalante de Cinema – Semana do Meio Ambiente: Especial Amazônia, que acontece de forma online e gratuita de 2 a 9 de junho.

O evento ocorre no âmbito da Semana Nacional do Meio Ambiente, instituída em 1981 com o objetivo promover a participação da comunidade na preservação do patrimônio natural do Brasil.

Na programação está a exibição de 16 filmes e duas séries para TV. Também são promovidos um ciclo de debates, webinário e master class.  Toda a programação pode ser acessada no site www.ecofalante.org.br.

A Mostra Ecofalante de Cinema – Semana do Meio Ambiente: Especial Amazônia é uma iniciativa da Ecofalante, entidade que atua nas áreas de cultura, educação e sustentabilidade que é responsável pela Mostra Ecofalante de Cinema, considerado o maior evento audiovisual da América do Sul dedicado a temas socioambientais e cuja 10ª edição ocorre no mês de setembro.

Da boca ao pé de ouvido

Em todos os sábados do mês de junho, a artista e contadora de histórias Patrícia Ashanti nos convida a viajar no universo da literatura através de narrativas afro-brasileiras que despertam encantamento e curiosidade em crianças e adultos.

As histórias são contadas no perfil da artista no Instagram, nos dias 5, 12,19 e 26 de junho, sempre às 14h.

Black Brecht

No sábado, 5 de junho, às 15 e 20h, o Coletivo Legítima Defesa apresenta em live a versão virtual do espetáculo Black Brecht: e se Brecht fosse Negro? – Depoimentos.

Com direção de Eugênio Lima e dramaturgia de Dione Carlos, livremente inspirada na peça O Julgamento de Luculus, de Bertolt Brecht, a peça estreou em 2018 e passou por vários teatros da cidade de São Paulo, se desdobrou em documentário e livro.

Desta vez, no contexto da pandemia, todas as cenas foram gravadas isoladamente; apenas um intérprete por cena: não houve contracena, coro ou aglomeração. Uma Pessoa – Uma Câmera. Segundo o grupo, “este ato de guerrilha estética surge da impossibilidade, surge da restrição, surge da necessidade de defender a existência, a vida e a poética. Surge do ato de ter voz. Ser invisibilizado é desaparecer, desaparecer é perder o passado e interditar o futuro, portanto não é uma opção”.

O espetáculo pode ser assistido no canal do Coletivo Legítima Defesa no Youtube.

Espetáculo Black Brecht.

Crédito: Cristina Maranhão/Divulgação

Sem Censura

A Prefeitura de São Paulo promove a segunda edição do Festival São Paulo Sem Censura. A programação ocorre entre os dias 3 e 6 de junho, e contempla shows, peças de teatro, graffiti, projeções de LED, stand-up, filmes e documentários com protagonismo negro, periférico e LGBTQIA+.

Além de ações que ocorrerão online, a programação também ocorre no Centro de Culturas Negras, Centro Cultural da Diversidade, Centros Culturais da Juventude (CCJ), da Penha (CCPenha), de São Paulo (CCSP), Quilombaque e Praça Brasil.

Dividida em quatro eixos: Censura Prévia na Rouanet e Ancine; Liberdade de Imprensa e de Expressão; Políticas de Silenciamento; e Excluídos da Fundação Palmares; este último com homenagem a Zezé Motta, Lea Garcia, Janete Pietá, Leci Brandão, Emanuel Araújo e Elza Soares, que tiveram seus nomes excluídos do órgão ligado ao governo federal que tem por atribuição valorizar a produção de negros brasileiros e combater o racismo.

As atividades abordam a ação orquestrada de cerceamento de manifestações artísticas, a censura institucional com paralisações de projetos na Lei Rouanet e Ancine, as sistemáticas investidas contra a imprensa e o silenciamento de grupos marginalizados. A programação completa está no site da Secretaria de Cultura de SP.

Orgulho

Dando início às programações do mês do orgulho LGBTQI+, no domingo, dia 6, acontece a a 25ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. A programação tem início às 14h e terá oito horas de duração e apresentações musicais, entrevistas e debates.

Esta será a segunda edição totalmente virtual da Para por conta da pandemia do coronavírus, que tradicionalmente acontece na Avenida Paulista (SP) e reúne milhares de pessoas. Dessa vez, os trios vão ficar dentro de estúdios para simular a experiência física do evento.

O tema da Parada será “HIV/Aids: Ame+ Cuide+ Viva+” e o objetivo é trazer informações sobre o tema, além da conscientização sobre o vírus. Além de soropositivos, médicos infectologistas estarão presentes no evento.

A transmissão será feita em 12 canais do Youtube. Influenciadores e apresentadores irão transmitir o evento em seus perfis – que também poderá ser encontrado nos canais da Dia Estúdio, Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT/SP) e do YouTube Brasil.

 

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Sobre a autora:

Lívia Lima

Jornalista, mestre em Estudos Culturais e moradora de Artur Alvim, zona leste de São Paulo.