Essa semana está tensa, em meio a protestos e discussões políticas. Todo dia o Brasil está pegando fogo, muitas vezes, literalmente, não é mesmo?

Por aqui, a gente fica do lado das periferias, dos pobres, negros e indígenas. Para nós, o futuro é negro e indígena. Por isso, em nossas dicas culturais, destacamos algumas atividades que valorizam este protagonismo.

Confira!

Afrofuturismo

Você conhece o conceito de Afrofuturismo? Trata-se de um movimento cultural que utiliza ficção científica e fantasia para criar histórias de protagonismo negro, a partir da celebração de sua identidade, ancestralidade e história. Já conversamos um pouco sobre isso em nosso podcast. Escuta lá!

E até o dia 15 de setembro o Centro Cultural São Paulo está realizando uma mostra gratuita e online de filmes que dialogam com a estética afrofuturista. A curadoria é de Kênia Freitas.

No site do Centro Cultural dá para conferir a programação e ter acesso à plataforma com os filmes.

Entre melanina e planetas longínquos, o filme NEGRUM3 propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo.

Crédito: Reprodução/Filme Negrum3

Autoras Indígenas

O Sesc Ipiranga está exibindo a websérie “Leia Autoras Indígenas” e a cada episódio são apresentadas mulheres indígenas que relacionam sua produção literária com suas experiências e vivências.

A curadoria da série é do coletivo @leiamulheresindigenas. Toda quinta-feira, às 19h, é divulgado um novo episódio, que depois fica disponível no canal do Youtube do Sesc Ipiranga.

Ecofalante

Até o dia 14 de setembro é possível participar da 10ª Mostra Ecofalante de Cinema, o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais.

Dentro do programa especial Territórios Urbanos: Segregação, Violência e Resistência, há uma seleção de importantes filmes brasileiros realizados nas últimas duas décadas que tratam da realidade urbana do país, como “Branco Sai, Preto Fica”, “Auto de Resistência” e “O caso do homem errado”.

Os filmes, incluindo inéditos, estão disponíveis no site do evento.

Filme O Caso do Homem Errado, dirigido por Camila de Moraes. No eixo Especial Territórios Urbanos da Mostra Ecofalante.

Crédito: divulgação

Bienal de São Paulo

Com o tema “Faz escuro, mas eu canto”, a Bienal de São Paulo, maior mostra de artes visuais da América Latina, abriu sua 34ª edição na semana passada, no Ibirapuera, em São Paulo (SP). Eu fui lá conhecer e tem muita coisa interessante. Vale a pena ir de novo, ver tudo com calma.

A visitação vai até dia 5 de dezembro. A entrada é gratuita e é necessário apresentar comprovante de vacinação contra Covid-19.

Destaque para a maior representatividade de artistas indígenas de todas as edições, com 9 participantes de povos originários de diferentes países, e também forte presença de artistas negros, como as esculturas de Paulo Nazareth, dispostas na área externa do prédio da Bienal, que homenageiam figuras como Aqualtune, Beatriz Nascimento, Marielle Franco e Teresa de Benguela.

A mostra reconhece a urgência dos problemas que desafiam a vida no mundo atual.

Crédito: divulgação

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Sobre a autora:

Lívia Lima

Jornalista, mestre em Estudos Culturais e moradora de Artur Alvim, zona leste de São Paulo.