Quem diria que seria tão forte para lidar com o mundo? E que tanta força gerasse tanta intensidade de viver. O mundo a conduz, instiga, estimula e machuca… e como machuca! “Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã, me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã”.
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Lucilene| arquivo pessoal

É dessa adaptação e resolução, dessa fusão e confusão, dessa explosão que nós surgimos e ressurgirmos todos os dias. Fênix do viver, morremos e renascemos todos os dias. Matamos leões, ultrapassamos vulcões, viramos Deusas… Deusas na sua mais linda e infinita beleza.
Mulheres, meninas, moças, cavalheiras, novas e velhas guerreiras. O tempo inteiro somos o todo e pedaços não nos confortam, não  nos preenchem. Somos tudo, no amor, na beleza, na sexualidade, na carência, no trabalho, na entrega, no viver… somos esse mundo, somos o sopro do Criador dizendo “vá e torne tudo mais perfeito”.Somos o choro mais doído desde a unha quebrada à perda dos que colocamos no mundo. Choro de mesma intensidade  e de mesmo amor em qualquer situação.Se buscarmos na história os que fizeram diferença, nós, “elas”, aparecem tão Majestosas, Imponentes, Poderosas. E em nossas vidas, são sempre elas. Em todos os Mestres de nossas vidas, em cada categoria – respeito, amor, caridade, organização, profissionalismo…etcéteras, retas, curvas e tantas outras – sempre tem uma mestra.  Mestras da vida e dependentes da própria Independência. (Escrito após assistir documentário da lindíssima Nina Simone)
lucilene3Luciene Antônia Cortes do Carmo, 35 anos, mãe de dois, Anna Carolina, 13, e Gabriel, 10. Bancária, formada em Administração de Empresas e Espírita. Mora no Jardim Casa Blanca, zona Sul de São Paulo.