Mulheres negras representam o maior grupo populacional brasileiro (28%). Ainda assim,  numericamente, são a minoria em espaços de representação política. Em contrapartida, grupos e movimentos sociais sempre foram atuantes e essenciais para influencia na criação de políticas públicas.

Neste episódio do Conversa de Portão, primeiro  EP da segunda temporada da série “Feminismos”, feita em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo, o tema central é a presença de mulheres negras no centro das discussões políticas.

 A jornalista Semayat Oliveira começou a nova temporada em uma conversa com Christiane Gomes, da Fundação Rosa Luxemburgo, e Gabrielle Abreu, do Mulheres Negras Decidem.

Como inspiração, a base para todos os episódios da série “Feminismos” é o livro “A Radical Imaginação Política das Mulheres Negras Brasileiras”, publicado pela Fundação Rosa Luxemburgo e o grupo Mulheres Negras Decidem em 2019.

Pra começar, a conversa foi uma análise sobre a falta de pluralidade e diferentes perspectivas na cobertura política na imprensa. Isso faz com que a população não compreenda o Brasil de forma mais diversa.

Durante a conversa, Gabrielle diz que, no geral, paira na sociedade brasileira um desconhecimento muito grande com relação à contribuição das mulheres negras na política institucional. “Mulheres negras têm um conjunto de formulações que vão na raiz dos problemas, elas dão respostas muito sofisticadas e muito bem e muito bem-sucedidas dentro da história. Apesar da sub-representação na política há exemplos de mulheres que conseguiram superar isso”.

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