Este episódio do podcast Conversa de Portão integra a série Feminismos, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo.

O Conversa de Portão está diferente. Agora, toda última terça-feira do mês, você vai ouvir aos episódios da série ‘Feminismos’, uma parceria entre a Fundação Rosa Luxemburgo e o Nós, mulheres da periferia.

Mais do que falar sobre teorias, queremos relembrar a passagem e a presença de mulheres que mudaram ou mudam a história, colaborando para a emancipação de outras mulheres. A narração é de Semayat Oliveira, jornalista cofundadora do Nós.

O primeiro episódio da temporada traz um pouco da trajetória e do pensamento da intelectual Rosa Luxemburgo, nascida na Polônia em 1871. Com uma história que inspira coragem, a ideia é levar as ouvintes a se reconectarem com suas potências, mesmo quando o mundo parece estar contra você.

Participam deste episódio a filósofa Isabel Loureiro, que nos leva em uma viagem ao passado, e a jornalista Ana Mielke, que conecta o pensamento de Rosa com o presente.

“Acima de tudo ela é uma revolucionária, ela quer mudar o mundo”, diz Loureiro.  Ela quer acabar com o capitalismo e,  para isso, entrou na militância política. Então ela fundamenta suas visões políticas e a sua defesa do socialismo com uma análise do capitalismo como um sistema global que, para se desenvolver,  precisa explorar e saquear tudo e todos os domínios da vida que não foram transformados em mercadoria  até a época da Rosa. E a gente pode usar essa análise até hoje”, conta. 

Um dos aspectos explorados sobre o pensamento de Luxemburgo é a importância da mobilização das massas. Neste sentido, conectamos essa ideia com movimentos recentes no Brasil, além de ressaltar o fundamental aumento de mulheres negras no cenário da política brasileira.  

“Nesse mundo em que a gente vive, fazer política sendo mulher e se contrapor as ideias do campo masculino, ainda que você faça parte dessa elite intelectual, não é tarefa fácil, é uma tarefa de bastante coragem, né? E por que que é de coragem? Porque a maioria de nós, por muitas vezes e não por desmérito, acaba não entrando em determinados conflitos, sabe? Então muitas mulheres acabam se silenciando. A gente vive isso cotidianamente no partido, nas organizações sociais”, explica Mielke.

Para entrar nessa viagem com o Nós, mulheres da periferia e a Fundação Rosa Luxemburgo, ouça o episódio e acompanhe os próximos.

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