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A Agenda Cultural da Periferia chega a sua 100ª edição em maio de 2016, quando comemora nove anos de existência. Editada pela ONG Ação Educativa, esta publicação continua sendo o único guia impresso, mensal que cobre regularmente (de fevereiro a dezembro) uma boa parte da programação cultural das periferias da Região Metropolitana de São Paulo.
Para fazer um balanço dessa experiência de comunicação voltada para o circuito cultural da periferia que a Ação Educativa e o Centro de Pesquisa e formação realizam um ciclo de debates para ampliar o debate e abarcar outras experiências. Dessa forma será promovida uma reflexão ampla sobre o jornalismo cultural existente hoje nas periferias e as iniciativas que, não sendo da periferia, nela se concentram, tanto como fonte quanto como difusão.
Assim, como em um espetáculo comemorativo onde um artista convida parceiros de jornada para tocarem juntos, a Ação Educativa convidará representantes de várias outras experiências para compor seis mesas de debate que contemplam uma grande diversidade de iniciativas de comunicação com foco nas manifestações culturais periféricas. Todas as mesas serão mediadas, de forma participativa, por Elizandra Souza e Eleilson Leite, respectivamente editora e coordenador, da Agenda Cultural da Periferia. O coletivo Nós, mulheres da periferia tem o prazer de fazer parte da agenda.
A Agenda Cultural da Periferia chega a sua 100ª edição em maio de 2016, quando comemora nove anos de existência. Editada pela ONG Ação Educativa, esta publicação continua sendo o único guia impresso, mensal que cobre regularmente (de fevereiro a dezembro) uma boa parte da programação cultural das periferias da Região Metropolitana de São Paulo.
Distribuída gratuitamente em mais de 100 postos, a Agenda Cultural da Periferia mantém a tiragem de dez mil unidades, chegando, portanto, a um milhão de exemplares consumidos por um público ávido de informações culturais. Seu hotsite, criado em 2008, evoluiu para um site www.agendadaperiferia.org.br, no ar há dois anos e que amplia o alcance das informações contidas na versão impressa, acrescentando também entrevistas e reportagens sobre os temas em destaque.
Veja a agenda e clique aqui para fazer sua inscrição!
**As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.
18/05
16h às 18h30 – Cobertura cultural em guias impressos: o lugar e o não lugar da periferia
Os guias da grande mídia abrangem pouco mais de 20 dos 96 distritos da Cidade de São Paulo, revelando assim uma cena cultural restrita ao centro expandido e baseada em espaços institucionalizados. Experiências como a da Agenda Cultural da Periferia e da Mural – Agência de jornalismo das periferias rompem com essa lógica e demonstram que o mapa cultural da metrópole é muito mais amplo e diverso. Essa segmentação pode ser superada? Ou se trata de interesses irreconciliáveis?
Com Érica Peçanha, doutora em antropologia, pesquisadora da cultura de periferia
Com Livia Lima, jornalista, integrante da Agência de Notícias Mural, mestranda em estudos culturais
Mediação: Eleilson Leite
19h às 21h30 – Estratégias de comunicação e assessoria de imprensa na periferia
Entre disputar imaginários na mídia convencional e conquistar visibilidade para cultura periférica em plataformas alternativas, a periferia e seus artistas vêm alcançando novos patamares de projeção por meio de caminhos inusitados e criativos. Como ampliar tais avanços e refletir sobre os desafios a serem superados? Como tem sido a formação dos profissionais dedicados à comunicação nas periferias?
Com Jéssica Balbino, jornalista e assessora de imprensa do Grupo Inquérito
Com Juliana Cintra, jornalista e coordenadora de comunicação da Ação Educativa.
Mediação: Elizandra Souza.
19/05
16h às 18h30 – Revista: autonomia e pluralidade de vozes
As publicações impressas continuam proliferando nas bancas de jornal. Apesar dessa abundante variedade, há uma ausência de pluralidades de vozes. Para se contrapor a esse cenário homogêneo surgiram publicações autônomas que incidem no debate público e na construção de representatividade e multiplicidade dos sujeitos políticos. Por outro lado, sustentar essas iniciativas no longo prazo, conquistar, garantir e ampliar o público leitor e estruturar uma distribuição eficaz e abrangente continua sendo alguns dos muitos desafios que tais publicações independentes enfrentam cotidianamente.
Com Nabor Junior, editor da Revista O Menelick 2º Ato
Com Alessandra Tavares, integrante da Revista Fala Guerreira! Mulher e Mídia na Quebrada.
Mediação: Eleilson Leite.
19h às 21h30 – (In) visibilidade das mulheres negras nos meios de comunicação
Jornalistas Negras se apropriam da internet, por meio de blogs e mídias sociais, para mostrar a pluralidade de vozes de mulheres negras que são silenciadas no cotidiano e protagonizam referências positivas diante da complexidade das temáticas de gênero e raça/etnia combatendo o racismo e o machismo. Que vozes são essas e quais as estratégias utilizam para fortalecer essas experiências que tem diminuído a invisibilidade da mulher negra jogando luz nas suas demandas, causas e atitudes.
Com Semayat Oliveira, jornalista e integrante do coletivo Nós, mulheres da periferia
Com Aline Ramos, jornalista e criadora do blog e página Que Nega é essa?
Mediação: Elizandra Souza.
 

Sobre a autora:

Semayat S. Oliveira

Semayat Oliveira, jornalista e escritora. Nascida no Jardim Miriam, zona sul de São Paulo