mulher canta em palco, pagode baiano

7 mulheres do pagode baiano para ouvir e dançar junto

Nem só de homens, vive o pagode baiano, gênero nascido em Salvador (BA), nomes como A Dama e Aila Menezes fazem sucesso

Por Beatriz de Oliveira

25|03|2024

Alterado em 25|03|2024

Apesar da maioria das bandas mais conhecidas de pagode baiano ter vocalistas homens, as mulheres pagodeiras marcam presença e buscam cada vez mais protagonismo nessa cena. Nomes como A Dama e Aila Menezes têm carreiras consolidadas no meio.

O pagodão baiano – ou pagode baiano – é um gênero nascido em Salvador (BA) que mistura samba-reggae e pagode, com presença de percussão e ritmo acelerado. Ele ganhou forma a partir da década de 1990, com grupos como É o Tchan e Parangolé. 

Nesta reportagem, contamos a história da iniciativa Pagode por Elas, que mapeia e divulga mulheres pagodeiras da Bahia. 

Listamos sete mulheres do pagodão baiano para você conhecer. Confira!

A Dama 

Dona dos hits “Ai Pai Pirraça” e “Soca Fofo”, Alana Sarah é mais conhecida como A Dama. Fez sua carreira no pagode baiano primeiro como dançarina e backing vocal e depois como cantora e compositora. Têm cinco álbuns, sendo o mais recente  de 2024, “A Dama – Ao Vivo no Carnaval de Madre de Deus”. 

mulher negra com roupa prata

Alana Sarah é mais conhecida como A Dama

©reprodução Instagram

Aila Menezes 

Nascida no bairro Pau da Lima, de Salvador (BA), Aila Menezes dança e canta desde criança. Aos 5 anos, iniciou no ballet, e aos 7 descobriu que queria ser cantora ao participar de uma atividade de videokê na escola. Em 2013, quando atuava como vocalista do grupo A Cabeça de Nós Todos, participou do programa The Voice Brasil e gravou músicas com a cantora Daniela Mercury. Seu álbum “Pagode Latino”, tem sete faixas e foi gravado pelo selo Pagode Por Elas. 

mulher branca vestida de vermelho

Aila Menezes dança e canta desde criança

©reprodução Instagram

Rai Ferreira

Rai Ferreira iniciou a carreira musical como backing vocal da banda Nanet, em que seu irmão era vocalista. Depois disso, integrou a banda Bailão do Robyssão, onde se lançou como cantora. Hoje, vive carreira solo, entre suas faixas mais conhecidas estão “De Boinha” e “Mulheres no Pagodão”, feita em parceria com a cantora A Menina

mulher de dread rosa

Rai Ferreira iniciou a carreira musical como backing vocal

©@aranfotografo

A Travestis 

Tertuliana Lustosa é vocalista da banda A Travestis. É mulher trans, autora do livro “Manifesto Traveco-Terrorista” e formada em História da Arte. Nascida no interior do Piauí e criada em Salvador (BA), Tertuliana costumava cantar paródias de hits do pagode baiano para atrair o público enquanto trabalhava de camelô. “Murro na Costela do Viado”, “Sadomasoquista” e “Errexota” são algumas das músicas que canta a frente da banda A Travestis. 

mulher loira maquiada

Tertuliana Lustosa é vocalista da banda A Travestis

©reprodução Instagram

Léo Kret

A artista e ativista LGBTQIA+ Léo Kret, ou Léo Kret do Brasil, foi a primeira parlamentar transexual do Brasil, no cargo de vereadora de Salvador em 2008. A dançarina, atriz e cantora iniciou sua carreira artística como dançarina do grupo de pagode Saiddy Bamba. Já participou de clipes da cantora Anitta e é dona da faixa “Microondas da Léo Kret”. 

mulher posa de salto

Artista e ativista LGBTQIA+ Léo Kret

©@juliabandeiraph

Dai 

Daiana Leone, ou simplesmente Dai, é vocalista da banda Swing de Mãe. É chamada também de “mãe do pagode”. Em paralelo a banda, atua em carreira solo. É autora do EP “Você Vai Gostar”. 

mulher negra e loira

©@andreiduart.ph

A Ninfeta 

A cantora, compositora, atriz e modelo Nathália Araújo é mais conhecida como A Ninfeta. Antes de se lançar no pagode baiano, fez carreira no teatro e em shows de drag. Em 2022, lançou seu primeiro EP, “Chá da Ninfeta”.

mulher veste camiseta da seleção brasileira

©reprodução Instagram

Ouça a nossa playlist “Mulheres do pagodão baiano”