Nesta semana se comemora os 100 anos da “Semana de Arte Moderna”, evento que aconteceu entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922 no Theatro Municipal de São Paulo e que se transformou em um marco na arte brasileira.

A partir deste evento, liderado por artistas como Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade, dentre outros, considera-se que foi inaugurado o Modernismo Brasileiro.

Há, porém, quem discorde ou, ao menos, ache importante revisitar e atualizar este movimento. E dentro das diversas programações em homenagem ao centenário da Semana de 22, algumas trazem essas reflexões.

Confira quatro delas!

Brasilidade pós-modernismo

O Centro Cultural do Banco do Brasil de São Paulo (CCBB) recebe até dia 7 de março a exposição “Brasilidade Pós-Modernismo” que apresenta artistas contemporâneos que reveem e reparam o contexto do movimento decorrente da Semana de Arte Moderna de 1922.

Com curadoria de Tereza de Arruda, a mostra conta com trabalhos de 51 artistas como Adriana Varejão, Arnaldo Antunes, Tunga, Jaider Esbell, Rosana Paulino, dentre outros.

A entrada é gratuita mediante ingressos antecipados. O CCBB fica na rua Álvares Penteado, 112, no centro histórico de São Paulo, próximo ao metrô São Bento.

Novos 22

Semana de Arte Moderna

Clarianas é um grupo musical formado por três cantadeiras.

Crédito: Bia Varela

Na segunda-feira, dia 14 de fevereiro, às 19h, o Theatro Municipal de São Paulo, espaço onde aconteceram os eventos da Semana de Arte Moderna, realiza o espetáculo “Novos 22”, com participação do Sarau do Binho, Sarau das Pretas e As Clarianas e apresentação  de Rappin Hood.

A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos no dia do evento. É necessário apresentar comprovante de vacinação!

Modernismo Negro

Semana de Arte Moderna

A Flup 2022 celebra o modernismo negro, homenageando Lima Barreto, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Josephine Baker.

Crédito: reprodução

A 11ª edição da Festa Literária das Periferias – FLUP acontece entre os dias 11 e 18 de fevereiro com o tema “100 anos de Modernismo Negro” com uma programação que integrará mesas de debate com shows, performances e espetáculos de dança nos Museu de Arte do Rio (MAR) e o Museu da História e Cultura Afro-Brasileira (Muhcab).

Acirrando a treta entre Rio de Janeiro e São Paulo (mas bolacha é bolacha!), a Flup 2022 celebra o modernismo negro, homenageando Lima Barreto, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Josephine Baker, e questiona a narrativa que estabelece o modernismo como um fenômeno centralizado e protagonizado pela intelectualidade paulistana a partir de um apagamento da diversidade cultural do Brasil, refletindo desigualdades históricas, como a marginalização da cultura negra.

Dentre os destaques da intensa e maravilhosa programação, a abertura da exposição “Pixinguinha, um maestro batuta” no MAR, shows da Velha Guarda da Portela, Teresa Cristina e DJ Rennan da Penha, homenagem à Elza Soares, e o lançamento do livro “Cartas para Esperança”, resultado do processo formativo da Flup de 2021.

Extraordinário Mário de Andrade

Semana de Arte Moderna

“Esse Extraordinário Mário de Andrade”.

Crédito: reprodução

No fim do mês, a partir de 25 de fevereiro, o Museu Afro Brasil promove a exposição “Esse Extraordinário Mário de Andrade” apresentando sua atuação como poeta, cronista, romancista e pesquisador, além de crítico de arte e literatura, musicólogo e fotógrafo.

A mostra reconhece simbólica e politicamente a figura de Mário de Andrade como um intelectual negro-mestiço. A exposição aborda também o período em que Mário esteve à frente do Departamento de Cultura de São Paulo, com destaque para a Missão de Pesquisas Folclóricas que contribuiu significativamente para revelar as produções afro-brasileiras do período.

O Museu Afro Brasil fica no Parque Ibirapuera, em São Paulo, e funciona de terça a domingo. O ingresso custa R$15 e às quartas-feiras a entrada é gratuita.


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Sobre a autora:

Lívia Lima

Jornalista, mestre em Estudos Culturais e moradora de Artur Alvim, zona leste de São Paulo.