Por aqui, Nós não nos cansamos de valorizar e celebrar a cultura negra, que faz parte da identidade das nossas periferias Brasil afora.

Nesta edição de Dicas da Semana divulgamos algumas atrações com essa temática.

Confira!

Mês do Hip Hop

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A temática do grupo gira em torno do movimento body positive.

Crédito: divulgação

Em sua 18ª edição, acontece em São Paulo (SP) o Mês do Hip Hop, uma realização da Cultura Hip Hop da Cidade de São Paulo e Prefeitura de São Paulo com mais de 200 atividades em diversos locais espalhados pela capital. 

Por meio de apresentações artísticas, vivências, intervenções urbanas com os 4 elementos (BREAKING, GRAFFITI, MC e DJ), o evento garante visibilidade e valorização da Cultura e do Movimento Hip Hop e sua intervenção na cidade de São Paulo; amplia o debate sobre políticas públicas para juventude; contribui para o combate à discriminação de raça e gênero; proporciona espaços de reflexão; contribui para a luta contra o genocídio da juventude pobre, preta e periférica e propõe uma agenda de Hip Hop na cidade.

Entre os destaques, show de Quebrada Queer na sexta-feira, dia 11, às 19h na Casa de Cultura Hip Hop Leste, Rap Plus Size, no mesmo dia, às 21h, na Casa de Cultura do Itaim Paulista e Cris SNJ, também às 21h, na Casa de Cultura do Campo Limpo. 

No sábado, dia 12, na Praça das Artes, no Centro, acontecem atividades durante todo o dia. Para acompanhar as programações do mês, siga as redes sociais do Festival

Sapopemba 2072

Cultura negra

Periferia Preta é um coletivo formado na Fazenda da Juta, região de Sapopemba, em São Paulo/SP.

Crédito: Nu Abe

Na sexta-feira, às 19h, o coletivo Periferia Preta lança no Centro Cultural São Paulo o videoarte Sapopemba 2072. O filme conta parte da história de luta do bairro da zona leste de São Paulo,  sua história incluindo o contexto da pandemia. 

A produção busca contrariar o cenário de desesperança e as narrativas de violência com artistas que refletem, num salto para fora deste tempo de mortes, como seus mais velhos semearam a luta-escola deste chão plantando o futuro das pessoas e dos lugares. Após a exibição do documentário haverá uma roda de conversa com  o público. 

Tear & Poesia

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Atividade de bordado realizada em 2019.

Crédito: divulgação

Ancestralidade africana, indígena e a cultura do bordado são temas de relatos históricos, poesias e fotografias que fazem parte do livro “Pangeia – Entre Elos – Palavra de Mulher”. O lançamento rola no sábado, dia 12 de março, no Espaço Cultural Bloco do Beco, no Jardim Ibirapuera, zona sul de São Paulo. 

O livro é resultado do trabalho da Coletiva Tear&Poesia de Arte Têxtil- Preta Nativa,  composta por mulheres que atuam e residem na região extremo sul da cidade, com  foco em dialogar com a mulher em diáspora, tanto imigrantes africanas quanto latino-americanas e caribenhas, buscando identificar semelhanças  entre culturas originárias das Américas e da África.

A publicação conta com fotografias inéditas que registram a arte de bordar desenvolvida por um grupo de oito mulheres das periferias de diferentes gerações e nasce a partir de diversas pesquisas realizadas pelos integrantes da Tear&Poesia, tendo como prioridade as questões das mulheres pretas, indígenas, africanas e seus descendentes. 

Literatura Negro-brasileira para infâncias

cultura-negra

Helena Nascimento é a idealizadora do projeto.

Crédito: divulgação

Esta semana foi lançado o Mapa da literatura negro-brasileira para infâncias 2022, uma iniciativa do projeto Atrás da Porta de Helena Nascimento, que a partir de convocatórias nas redes sociais realizou oficinas criativas para a produção de uma Antologia Ilustrada. 

O projeto, que teve apoio do Estado da Bahia via Lei Aldir Blanc, incentivou a literatura com foco na escrita e a produção visual de ilustradores negros residentes na Bahia. A publicação está disponível para download gratuito


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Sobre a autora:

Lívia Lima

Jornalista, mestre em Estudos Culturais e moradora de Artur Alvim, zona leste de São Paulo.