Sobre

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Jéssica Moreira, 23, é de Perus, zona noroeste; Semayat Oliveira, 26, é da Cidade Ademar, zona sul; Cíntia Gomes, 31, é do Jardim Ângela, zona sul; Bianca Pedrina, 30 é de Carapicuíba (Grande SP); Mayara Penina, 24, é de Paraisópolis, zona sul; Priscila Gomes, 31, é da Vila Zilda, zona norte; Regiany Silva, 25, Cidade Tiradentes, zona leste; Lívia Lima, 27, é de Artur Alvim, zona leste; Aline Kátia Melo, 31 é da Jova Rural, zona norte.
Crédito: Julio Lisboa

O coletivo Nós, mulheres da periferia é formado por oito jornalistas e uma designer, todas moradoras de bairros da periferia do município de São Paulo.

No dia 7 de março de 2012, quatro das nove mulheres jornalistas que integram o coletivo publicaram artigo na seção “Tendências/Debates” do jornal Folha de S. Paulo, atentando para a invisibilidade e aos direitos não atendidos de uma parte das mulheres – as que moram em bairros periféricos de grandes metrópoles.

O texto obteve grande repercussão, sendo replicado em outros veículos de mídia, mas teve ainda mais repercussão e encontrou eco entre nossas iguais, outras jovens ou não tão jovens mulheres moradoras da periferia de São Paulo que tinham se sentido representadas, lembradas e retratadas. O artigo, por exemplo, foi lido e registrado em vídeo no Sarau do bairro Itaim Paulista, na zona leste da capital.

As autoras do texto, que para escrever se basearam principalmente em suas vivências, visões e experiências cotidianas, perceberam naquele momento que o vazio de representatividade não era sentido apenas por elas. A partir daquele momento, iniciou-se um processo de pesquisa e consolidação do coletivo, que tem como objetivo principal dar visibilidade aos direitos não atendidos das mulheres, problematizar acerca dos preconceitos e estereótipos limitadores que se cruzam com as questões de classe social e raça e dar espaço para suas histórias.

O coletivo Nós, mulheres da periferia propõe reduzir esse espaço vazio existente na imprensa e a falta de representatividade, buscando mais protagonismo e visibilidade, com a nossa própria voz. Além de reconhecer e fazer parte desta luta, a proposta do coletivo é construir um espaço com informações que extrapolem a questão de gênero a atinja o campo social e étnico, onde a exclusão é muito maior.

É como disse a escritora Maria Carolina de Jesus: “Uma palavra escrita não pode nunca ser apagada. Por mais que o desenho tenha sido feito a lápis e que seja de boa qualidade a borracha, o papel vai sempre guardar o relevo das letras escritas. Não, senhor, ninguém pode apagar as palavras que eu escrevi.”

Nós escreveremos, juntas!

10 Responses to “Sobre”

  1. Haidi Jarschel 12 Dezembro, 2014 at 21:46 #

    Que bacana achar vocês! Que legal esta iniciativa. Parabéns! !!!

  2. Larissa Araújo 10 Março, 2015 at 23:24 #

    Caraca, que ideia maravilhosa. É bom ver esse tipo de atitude.

  3. Guaraciara Gonçalves 9 Julho, 2015 at 13:40 #

    Que maravilha!

    Eu, mulher negra da periferia aqui no Rio de Janeiro, me sinto muito aí em São Paulo quando leio vocês.

    • Guaraciara Gonçalves 9 Julho, 2015 at 13:41 #

      Também tenho um blog sobre maternidade, racismo e política.

      pretamaterna.blogspot.com

  4. Guaraciara Gonçalves 22 Setembro, 2015 at 19:05 #

    Oi meninas, acompanho muito o blog e sei que vocês tem interesse nos temas da maternidade. Escrevi um texto crítico sobre a Criação com Apego e queria muito saber a opinião de vocês.

    Segue o link.

    http://pretamaterna.blogspot.com.br/2015/09/os-usos-e-abusos-da-criacao-com-apego.html

    Guaraciara Gonçalves

  5. Elizeu Passolongo 1 Março, 2016 at 20:33 #

    Boa tarde, ao coletivo “Nós mulheres da periferia”.

    Eu sou professor numa escola pública no periferia da grande São Paulo, na cidade de Caieiras. Estamos preparando atividades para o mês da mulher, como palestras, seminários, conferência, diálogos, e dinâmicas que envolvam todos os alunos da escola. Gostaria de saber se há possibilidade do grupo fazer uma visita a nossa escola, para falar deste brilhante trabalho realizado por vocês.

    Aguardo retorno.

    Atenciosamente.

  6. Elisa Diaz 8 Março, 2017 at 17:34 #

    Olá,

    Achei fantástico o trabalho de vocês, a iniciativa, a abordagem.
    Estou criando uma revista eletrônica para idosos e achei super d+ o teaser do documentário de vocês….queria uma entrevista de vocês falando sobre cinema, quais as dificuldades que encontraram e tudo mais…será que dá, com tanta coisa acontecendo?
    Super parabéns!

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