A Laboratória, startup que busca a inserção da mulher no mercado de tecnologia anuncia sua chegada ao Brasil e inicia suas inscrições para curso de formação de programadoras de ponta. Presente no Chile, México e Peru, a Laboratória abre um novo centro de capacitação em São Paulo para preparar mulheres que tiveram menos acesso a oportunidades para uma carreira na área da tecnologia.

“Estamos muito felizes em trazer a Laboratória para o Brasil” disse Regina Acher. “O Brasil é o maior mercado de tecnologia da América Latina. Existe uma grande demanda por mão-de-obra capacitada e ao mesmo tempo uma profunda desigualdade de gênero nesse setor”.

A Laboratória abre inscrições para 60 vagas em seu curso intensivo de seis meses em São Paulo. A organização busca mulheres acima de 18 anos que tiverem menos acesso a educação. As inscrições vão até o final de março podem ser feitas aqui. As aulas começaram no início de maio.

A Laboratória promete formar programadoras de ponta aptas a assumirem posições em grandes empresas. Ao término do curso, a organização ajuda as alunas a conseguirem um emprego na área de tecnologia e oferece palestras, outros cursos e encontros de networking para que elas sigam crescendo profissionalmente.

“Se a mulher não for inserida no mercado da tecnologia elas perderão empregabilidade e a desigualdade salarial vai aumentar exponencialmente”. diz Regina. “A presença delas no setor é também fundamental para trazer mais diversidade de pensamento e inovação para o mercado”, completa a sócia.

A Laboratória abre inscrições para 60 vagas em seu curso intensivo de 6 meses em São Paulo.

Crédito: reprodução YouTube Laboratória

O curso é gratuito e as mulheres só contribuiram com uma parte do valor da bolsa recebida quando for contratada, já tiver iniciado a sua jornada como programadora e após receber seu primeiro salário integral. O valor da contribuição é de 10% do seu salário líquido por mês, durante 24 meses. Esse valor será reinvestido no programa para torná-lo sustentável e dar oportunidade a outras jovens, a oportunidade de estudarem na Laboratoria.


O Brasil está em 90º lugar no ranking igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial em uma lista com 144 países. Ainda, segundo dados do mesmo estudo, menos de 10% das brasileiras se graduam na áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), enquanto 26% dos homens se formam nessas áreas.


 

 

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