Por Redação | 13/05/2020

O Nós, mulheres da periferia está com uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Benfeitoria por meio do fundo colaborativo “Matchfunfundig Enfrente“, plataforma de financiamento de iniciativas de enfrentamento dos efeitos do Coronavírus
nas periferias brasileiras. Todas iniciativas têm origem periférica e arrecadação triplicada: Você doa R$ 1 e mais R$ 2 são investidos pelo fundo.

A partir de R$20, sua doação ajuda manter uma redação de comunicadoras negras e periféricas que produzem conteúdos sobre as consequências da Covid-19 nas periferias de SP.

A importância do jornalismo periférico e feito por mulheres em tempos de pandemia

Em tempos de Coronavírus, buscamos informações e notícias a partir das periferias de São Paulo. No Brasil, 45% dos lares são chefiados por mulheres. Porém, este é também o grupo social mais exposto ao desemprego, ao trabalho informal e aos piores salários. Além disso, 63% dos lares liderados por mulheres negras estão abaixo da linha da pobreza.

Diante da pandemia causada pela Covid-19 e a consequente crise de saúde e econômica instaurada no mundo, nosso trabalho se dedica a investigar como a precariedade causada pela falta de dinheiro, de saneamento básico e de saúde pública impactam o dia a dia nas bordas da cidade, sempre na voz de mulheres. Respeitando as orientações das organizações de saúde, continuaremos a cumprir nossa missão, que é realizar uma cobertura jornalística humana, próxima e que tenha a perspectiva de mulheres que moram nas regiões periféricas de São Paulo.

Quem será beneficiado?

Todas as regiões periféricas irão ser beneficiadas por nosso trabalho, sempre comprometido em informar mulheres negras e periféricas que, historicamente, tiveram o direito à comunicação negado. Nesse momento, os nossos conteúdos ajudarão essas mulheres a se informarem sobre os mais diversos aspectos relacionados ao novo coronavírus, auxílios que têm direito ou espaços e instituições de acolhimento destinados a elas e seus filhos. Além do suporte direto para a garantia dos direitos básicos, a periferia precisa ter suas opiniões, sentimentos e elaborações de mundo ecoados. Ainda mais quando falamos em mulheres, que ainda sob as imposições do racismo e do machismo têm suas opiniões reduzidas e ignoradas ao longo do tempo.

Para além de viverem em regiões em que a chegada do Covid-19 tem maior potencial de destruição, é fundamental que os mecanismos de sobrevivência, a intelectualidade e as estratégias criadas por essas mulheres façam parte da memória deste momento e deste país. Mulheres negras e periféricas são fonte de conhecimento e sabedoria, em todas as situações, e não é diferente agora. Estamos aqui para ouvir e compartilhar sobre isso.

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