No dia 15 de novembro, as eleitoras e eleitores brasileiros vão às urnas para escolher prefeitos e vereadores. Um dos diferenciais deste ano é a própria forma de se fazer campanha, já que, diante da pandemia, o corpo a corpo ficou comprometido e as redes sociais ganharam ainda mais peso na corrida eleitoral.

Para além do cenário distinto, em 2020, o Fundo Eleitoral Proporcional para candidaturas negras já passa a valer, tornando a distribuição dos recursos partidários e do tempo de rádio e TV proporcional entre candidatos e candidatas de negras e brancas.

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) previa que o fundo valeria apenas para 2022, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, determinou no dia 10 de setembro a reserva de recursos eleitorais para candidaturas negras. A decisão foi fruto de consulta apresentada pela deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que há tempos levanta a importância da equidade na política brasileira.

Subrepresentação de mulheres negras na política

Mesmo sendo mais da metade da população brasileira (52%), as mulheres não representam nem um terço das cadeiras políticas. Elas são apenas 15% dos deputados e 14% do total de vereadores. Dentre os 26 estados e Distrito Federal, apenas o Rio Grande do Norte é governado por uma mulher, e somente 12% das prefeituras têm figuras femininas na liderança.

Em uma lista de 193 países, o Brasil configura-se atualmente no 140º lugar quando se fala de representação feminina em cargos eletivos. Nos demais países, pelo menos 25% dos cargos são ocupados por mulheres, enquanto aqui o índice ainda está próximo dos 10%.

Segundo o ATENEA – Mecanismo para acelerar a participação política de mulheres na América Latina e Caribe – , o Brasil está em 9º lugar em uma lista de 11 países da América Latina que mede a paridade de gênero na política.

Realizado em 2019, o estudo elaborado pela ONU Mulheres e PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) criou o IPP (Índice de Paridade Política), e mediu as nações a partir de uma classificação que foi de 0 a 100, a partir de 40 indicadores e oito dimensões.

Entre elas está o compromisso com a igualdade, exercício de direito ao sufrágio, efetividade da lei de cotas e paridade política, poder executivo e administração pública, poder legislativo, poder judiciário e instâncias eleitorais, partidos políticos e governos locais.

O  Índice de Paridade Política (IPP) do Brasil é de 39,5, à frente apenas do Chile (38,2) e Panamá (37), em 10º e 11º lugar, respectivamente. O México ficou em 1º lugar, com um índice de 66,2, seguido de Bolívia (64) e Peru (60,1).

Quando trazemos a lupa da questão racial para o debate, a falta de representatividade de mulheres negras é ainda mais gritante. As mulheres negras formam hoje o principal grupo brasileiro, sendo 27,8% de toda a população, porém são apenas 5% na política. Em São Paulo, das 55 cadeiras para vereadores, apenas oito são ocupadas por mulheres; nenhuma é negra.

Diante desse dado histórico e das desigualdades que sempre estiveram presentes na vida das mulheres negras, o Nós, mulheres da periferia — organização independente e apartidária — apresenta um painel de candidaturas femininas negras e periféricas e também indígenas, para colaborar no momento de escolha de nossas leitoras. Aqui, você irá encontrar candidatas de diferentes partidos que seguem nas eleições de 2020 de modo individual ou, então, em mandatos coletivos.

Natural de São Paulo, suas pautas envolvem a defesa aos professores, o ensino público, maior investimento nas periferias e o combate à violência policial

Crédito: Adriana Vasconcellos

“Sempre digo que a minha militância vem do chão da sala de aula”, publicou Adriana em uma rede social. Candidata ao cargo de vereadora  pelo PC do B, ela é natural de São Paulo e atua como professora de geografia e história há mais de 20 anos na rede municipal de ensino da capital paulista. Em 2016, foi a candidata negra mais votada para vereadora pelo PSOL. É mestre em educação pela PUC-SP e já atuou como assessora parlamentar na Câmara Municipal de São Paulo. Há anos ativa na militância do movimento negro, entre as suas propostas está investir na formação de professores para efetivacão das leis 10639/03 e 11645/08, que obrigam o ensino da história da África, dos africanos e dos povos originários em sala de aula e assegurar a liberdade de cultos religiosos de matriz africana, criminalizar a incitação ao ódio, e desmistificar a demonização de cultos afro.

De Pirituba, zona norte de SP, foi aluna da Educafro e lá começou a militar por cotas raciais e foi professora

Crédito: Divulgação

Aline Torres, 35, é moradora de Pirituba (zona norte de SP), foi aluna da Educafro, onde começou a militar por cotas e também foi professora voluntária. É Relações Públicas de formação e possui uma trajetória na área política e na área de gestão cultural há mais de 11 anos. Já passou pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), ocupando cargos na Secretaria de Cultura do governo de Geraldo Alckmin. Também foi diretora geral do Centro Cultural de Juventude Ruth Cardoso, realizando o planejamento e identificação de oportunidades para as juventudes através da cultura. É uma das primeiras embaixadoras no Brasil do Conselho pan-Africano (Pan-African Council). Em 2018 foi candidata federal pelo PSDB. Dentre as propostas está mais infraestrutura para becos e vielas, políticas de emprego e empreendedorismo, de cultura, cursos profissionalizantes e demais políticas voltadas às mulheres.

Nascida e criada na periferia de Cariacica, no Espírito Santo, começou seu ativismo no movimento estudantil. Moradora de São Paulo há 14 anos, construiu uma trajetória profissional e militante em coletivos, organizações e movimentos sociais. Em 2010, ingressou no Intervozes, Coletivo Brasil de Comunicação Social. Hoje representa a entidade no FNDC, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. É filiada ao PSOL e atua no Setorial de Mulheres e no Setorial de Negras e Negros do partido. Compõe a Frente Povo Sem Medo e a Coalizão Direitos Valem Mais. Uma de suas bandeiras é a  saúde, a situação precária de atendimento à população e as longas filas do serviço público. Ela tem propostas para fortalecer o SUS e a participação popular, assim como de políticas específicas para mulheres, a população LGBTQIA+, moradoras e moradores em situação de rua e para negras e negros.

 

Cresceu na Fazenda da Juta, Sapopemba, zona leste em São Paulo

Crédito: Divulgação

Carolina Iara, 28, é travesti, intersexo, servidora pública da saúde e também ativista em direitos sociais e humanos. Única pessoa trans no programa de pós-graduação na UFABC (Universidade Federal do ABC), onde é mestranda em Ciências Humanas e Sociais. Cresceu na Fazenda da Juta, Sapopemba, zona leste em São Paulo. Na sua trajetória, participou de movimentações de enfrentamento de violência doméstica, violência sexual, violência LGBTfobia e aborto legal. Dentre as propostas da Bancada Feminista há questões ligadas ao direito à cidade da população negra, mobilidade urbana, cultura e resistência popular, a vida LGBTQIA+  e socialismo.

Nascida na Brasilândia, zona norte, hoje ela vive na Freguesia do Ó, mesma região

Crédito: Divulgação

Camila Aguiar, 40, nasceu e cresceu na Brasilândia, na zona norte, e hoje vive na Freguesia do Ó, na mesma região. Foi estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia de São Paulo e hoje atua como doula. É feminista interseccional, ativista antirracista e militante da humanização do parto, uma de suas maiores lutas. “Sou uma defensora do SUS e do acesso à humanização para todas nós”, aponta em sua plataforma virtual. Dentre suas propostas, destaca-se a reivindicação por mais políticas públicas ligadas à saúde, principalmente das mulheres.

Elaine Mineiro é de Cidade Tiradentes e integra o mandato coletivo Quilombo Periférico, formado por seis integrantes de diferentes regiões de SP

Crédito: Divulgação

Elaine Mineiro, 35, é geógrafa, arte-educadora e articuladora cultural na cidade de São Paulo e um dos novos rostos da corrida eleitoral de 2020. Moradora da Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, a candidata tem uma trajetória ligada à Educação e Cultura nas periferias. É coordenadora de um dos núcleos de base da UNEAfro Brasil, rede de cursinhos pré-vestibulares para estudantes negros das periferias e integra a Comunidade do Jongo dos Guaianás e Samba das Pretas. Mãe, periférica, neta de quilombolas e filha de empregada doméstica, Elaine pretende aprofundar a discussão sobre racismo no espaço político, além de outras questões ao lado de outras 5 pessoas que formam o coletivo. Dentre suas propostas está a reivindicação de uma lei de fomento aos cursinhos populares, ampliação de políticas culturais e descentralização dos recursos públicos, efetivação de educação antirracista, mais políticas de proteção às mulheres pretas, de trabalho e renda nas quebradas, assim como o fim do genocídio da juventude negra e da LGBTfobia, e também mais políticas de saúde.

Erika nasceu em Franco da Rocha e viveu em Francisco Morato

Crédito: Mídia Ninja

Erika Hilton, mulher transvestigênere, é ativista dos Direitos Humanos e de questões LGBTQ+ e também de combate ao racismo. Erika nasceu em Franco da Rocha e viveu em Francisco Morato, ambos na periferia da Grande São Paulo. Foi uma das 9 co-deputadas da Bancada Ativista na Assembleia Legislativa de São Paulo. Entre as propostas, há a luta pelo piso de investimento de 20% no orçamento de saúde municipal.  Ela quer lutar por uma educação de qualidade e libertadora, olhando para o aumento de vagas em creches e aplicação da lei 10.639, além de propostas voltadas ao meio ambiente, acessibilidade na cidade e emprego e renda digna para a população.

Nasceu na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Atualmente cursa Pedagogia na Faculdade Flamingo

Natural de São Paulo, nasceu no bairro da Brasilândia. Atualmente cursa Pedagogia na Faculdade Flamingo. Trabalha no setor de Assistência Social na COHAB SP. Sua carreira política começou aos 16 anos de idade no clube dos tucaninhos – PSDB, logo integrou a Juventude e atualmente integra a Vice-Presidência do Tucanafro Estadual do PSDB. Aos 35 anos, Isabel Cristina se candidata pela primeira vez, visando fortalecer o trabalho social e cultural, trabalho esse que já desenvolve no bairro onde mora. Sua principal plataforma de campanha é a melhoria da qualidade do trabalho social.

Moradora da Brasilândia, suas propostas tem como propósito a equidade racial, de gênero e de classe.

Crédito: Barbarella

Keit Lima se afirma como uma mulher negra, gorda, periférica e nordestina. Moradora da Brasilândia, é Líder do Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco, e cofundadora do movimento Engaja Negritude, que teve por objetivo alinhar candidatas(os) negras(os) em uma pauta única. Integra a Marcha das Mulheres Negras, a Bancada Preta, o Grupo Mulheres do Brasil e Jurídico do Centro de Cultura e Acolhimento de LGBT – Casa 1. Foi a primeira mulher a residir e coordenar a escola de líderes da Educafro. Tem como propósito de vida e luta a equidade racial, de gênero e de classe. Dentre suas reivindicações está o transporte 24h para a periferia, tarifa zero nos transportes públicos, educação anti-descriminatória nas escolas, valorização da cultura negra e periférica, e independência financeira para mulheres vítimas de violência doméstica, entre outras propostas.

Mandato Coletivo Jaraguá é Guarani, formada por três mulheres lideranças das terras indígenas do Jaraguá, zona oeste de SP

  • Mandato Coletivo ‘Jaraguá é Guarani ‘ (PSOL)

    A partir do lema “520 anos de resistência – na luta pela causa indígena” o Mandato Coletivo Jaraguá é Guarani se insere no cenário eleitoral deste ano ano na cidade de São Paulo. Formada por três mulheres lideranças das terras indígenas do Jaraguá que comporta cinco aldeias na região noroeste de São Paulo, o mandato tem como objetivo preservar as matas, os animais e as águas. Nos últimos tempos, a comunidade guarani sofreu diversos ataques da especulação imobiliária e começaram a entender a importância de terem sua própria representação política. O mandato pretende lutar pelo reconhecimento ambiental indígena e licenciamento municipal das ZEPAM (Zona Especial de Proteção Ambiental) e reformulação do Plano Diretor em defesa da Mata Atlântica e das comunidades indígenas. Dentre as propostas está a promoção da soberania alimentar, educação inclusiva e preservação da Mata Atlântica e a retomada dos direitos e ancestralidade indígena. Integram o mandato Sônia Barbosa, Tamikuâ Txihi e Patrícia Jaxuka.

+ Leia também: De Jaraguá a Parelheiros: mulheres indígenas de SP na proteção de seu povo

De Ermelino Matarazzo, zona leste de São Paulo, duas das suas causas são a qualidade da educação e o enfrentamento à violência doméstica

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Mayra Miranda é da região de Ermelino Matarazzo, zona leste de São Paulo. Entre as causas que defende em suas propostas está a qualidade da educação pública, igualdade de direitos para as mulheres, enfrentamento da violência doméstica e capacitação profissional, responsabilidade ambiental e desenvolvimento sustentável, apoio ao terceiro setor e desburocratização na área da ação social. Gestante durante a campanha, ela deu à luz recentemente à sua filha Maitê.

Vindas de diferentes regiões das bordas da capital paulista, as pautas vão desde o incentivo de  projetos culturais nas periferias à defesa da causa LGBTQIA+

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Formada por Marilândia Frazão, Déia Zulu e Regina Conceição, o movimento Negras Vozes também é uma das opções de candidatura de mulheres negras e periféricas para a cidade de São Paulo. Vindas de diferentes regiões das bordas da capital paulista, elas querem fazer com que a população negra e periférica se sinta representada. A professora e psicopedagoga Marilândia é moradora de Itaquera, zona leste de São Paulo, especialista em educação étnica racial e história da África. Atuou na inserção da temática negra nas gestões do PT em SP. Déia é moradora da Brasilândia, na zona norte, e sua reivindicação caminha na área do direito previdenciário, direitos humanos e da causa LGBTQIA+. Regina se formou em Direito, mora em São Miguel Paulista e é integrante da Confederação dos Negros do Brasil (Conebras) e atuante nas causas dos direitos LGBTQIA+. Entre as propostas está a efetivação da educação inclusiva lutando pelo cumprimento da Lei 10.639, o fortalecimento dos mecanismos democráticos de controle social e participação popular na gestão do orçamento público, reativação das secretarias de políticas de combate ao racismo, políticas públicas de incentivo a projetos culturais nas periferias, menos tributação para Micro e Pequenas Empresas, e valorização da obra operária e o funcionalismo público com condições e salários dignos.

Nascida em Ubaí, na Bahia, cresceu na Cohab de Vila Nova Cachoerinha, zona norte de São Paulo

Mãe, moradora da periferia e militante política na luta contra o racismo, por direitos humanos e trabalhistas, Neudes Carvalho, natural de Ubaí – Bahia, foi criada zona norte de São Paulo, na Cohab de Vila Nova Cachoerinha, território de sua atuação. É formada em Administração e pós-graduada em Comunicação. No campo das lutas e ativismo está engajada nos trabalhos da Frente Parlamentar em Combate à Violência contra a Mulher, ao Feminicídio e aos Relacionamentos Abusivos da Assembléia Legislativa de SP. Tem se organizado na luta contra o trabalho precarizado nas áreas de call center, onde atuou por muitos anos, e tem apoiado a luta dos trabalhadores de aplicativos que reivindicam condições de trabalho.

Suas pautas principais tem relação com a defesa dos oceanos e do meio ambiente

Nascida na zona norte de São Paulo, estudou em escolas públicas e, aos 14 anos, passou na ETEC Mandaqui. Na Universidade, se formou em Relações Internacionais e é mestra em Direito. Sua trajetória política começou aos 19 anos. Filiada a REDE Sustentabilidade, é a primeira mulher da América do Sul a compor o Conselho Consultivo de Jovens do Dia Mundial dos Oceanos. Essa é, inclusive, uma de suas pautas centrais. Se diz apaixonada pelos oceanos, pelo meio ambiente e por toda vida na terra.

De Cidade Tiradentes, zona leste de SP, é empreendedora, líder comunitária e jornalista

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Empresária do movimento musical de funk e produtora cultural, Rúbia Mara, 31, nasceu, cresceu e vive na Cidade Tiradentes, na zona leste da cidade de São Paulo. É empreendedora na Evidência Paralella, líder comunitária, formada em Jornalismo, pós-graduada em História da África, experiente em economia criativa, comunicação e marketing do funk, retratada na biografia “Na batida da periferia”. Sempre atuou com Direitos Humanos, inclusive na Secretaria Municipal de Direitos Humanos na gestão de Haddad, e sempre esteve próxima dos fóruns sobre educação na Cidade Tiradentes. Dentre suas propostas está a Bolsa Jovem Empreendedor, seguro de vida para motoboys, regulamentação para pequenos comércios e apoio a quem faz home office nas periferias.

Cria da Vila Zatt, distrito de Pirituba, região noroeste de SP. É jornalista e suas causas se relacionam com as questões de gênero, raça e educação

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Simone Nascimento, 28, é nascida e criada na Vila Zatt, distrito de Pirituba, região noroeste de SP. É jornalista formada pela PUC-SP, e suas principais áreas de atuação giram em torno do feminismo e movimento negro. Em sua plataforma online, ela diz que se orgulha de ser parte do Movimento Negro Unificado (MNU) e de ter fundado o movimento RUA – Juventude Anticapitalista. “Inspirada em Marielle Franco e tantas outras mulheres negras de luta, quero ser uma amplificadora das reivindicações da juventude negra e de quebrada da cidade”, aponta. Entre suas propostas está a luta por renda básica, ampliação da rede municipal de acolhimento das vítimas de violência doméstica e de gênero, valorização da cultura, principalmente a das quebradas, combate ao machismo, entre várias outras propostas ligadas à Educação.

Mandato Coletivo Jaraguá é Guarani | PSOL  – 50.520.

Crédito: Sula Santos

Nascida e crescida na Freguesia do Ó, Sula Santos foi conselheira participativa municipal, e membro do Conselho Gestor de Saúde da cidade de SP. Em suas redes, aponta que é preciso reivindicar os direitos em saneamento básico, saúde e educação. Entre suas propostas está a luta por creches em tempo integral, criação de Centros Educacionais Unificados (CEUs) na zona norte de SP e mais foco na atenção da saúde primária. “Nós, negros e negras ganhamos menos e temos mais dificuldade para nos inserir no mercado de trabalho. Mesmo quando temos a mesma qualificação exigida para o cargo ou até mais, as oportunidades no mercado de trabalho são poucas. Além disso, o desemprego atinge mais a população de negros. Isso é fruto do racismo estrutural que existe em nosso país. Sou candidata a vereadora e defendo que o município desenvolva políticas públicas que combatam, na prática, a discriminação e o preconceito”, aponta em seu material de campanha.

Tamires Sampaio.

Crédito: Divulgação

Tamires Sampaio é advogada, moradora de Guaianases, na zona leste de São Paulo, militante do movimento negro e de juventude, e sempre pautou a questão da educação. Suas pesquisas caminham pela segurança pública, justiça criminal, racismo estrutural e genocídio da população negra. Já foi vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) e também integrou a Comissão Nacional de Acompanhamento do Prouni. É militante do Partido dos Trabalhadores (PT) e também parte da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN). Dentre as propostas, reivindica a soberania alimentar, políticas de promoção de igualdade racial, políticas para as mulheres e populações LGBTQI+ e juventudes.

 

Com informações da Rede Brasil AtualPonte Jornalismo, Blog Mulherias, Campanha de Mulher

 

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