Por Redação | 18/09/2020

No terceiro boletim ‘Curva das periferias: Negros e pobres diante da pandemia de Covid-19 em São Paulo’, uma parceria dos portais Nós e Alma Preta apresentamos o número total de mortes, confirmadas e suspeitas, por Covid-19 nos distritos da cidade até o mês de agosto.

A partir do ranking dos cinco distritos mais e menos afetados desde o começo da pandemia, traçamos um panorama de como a curva de mortes se comportou nesses distritos mês a mês, desde março.

Galeria

Entenda de onde vêm os dados do Boletim Curva das Periferias

Por mais um mês, os distritos com maior número absoluto de mortes encontram-se nas periferias. Sapopemba, na zona leste, continua no topo da lista com um total de 513 óbitos registrados até 31 de agosto. Jardim São Luís, na zona sul, entrou no ranking na 5ª posição dos distritos com mais mortes, sendo 370 no total.

Até o mês anterior esse posto era ocupado pelo distrito do Jardim Ângela, que agora ocupa a 4ª posição. Assim como os outros bairros com mais mortes, o Jardim São Luís também está no topo da lista dos territórios mais negros da cidade, 51% da população se autodeclara preta e parda.

O número de mortes na cidade continua em declínio, saindo de 4.998 no mês de maio, quando se registrou mais mortes, para 4.064 em junho, 2.924 em julho e 2.206 no mês de agosto. Os distritos com mais mortes, todos localizados na periferia, acompanham a mesma direção com uma contínua diminuição, mas o ritmo de desaceleração é mais baixo que a média.

Enquanto o total de mortes na cidade diminuiu 24%, no distrito do Jardim Ângela, por exemplo, essa diminuição foi de apenas 8%, saindo de 48 mortes em julho para 44 em agosto.

Vamos continuar monitorando o número de mortes e contaminados nos distritos da cidade e publicando boletins periódicos por aqui. Acompanhe as publicações #CurvaDasPeriferias nas nossas redes sociais e sites.

A partir da análise desses dados, Nós e Alma produzirão conteúdos e reportagens com o objetivo de contar as histórias por trás dos números e investigar as consequências da crise econômica e sanitária para a população negra e pobre que vive nas periferias.

Leia os boletins 2 e 3

Boletim ‘Curva das periferias: negros e pobres diante da pandemia’

Distritos mais negros de SP têm maior número de casos de Covid-19

 

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