Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o aborto até o terceiro mês de gestação não é crime, o debate em torno da questão tomou lugar nas redes sociais e também no espaço físico.

Essa questão veio à tona na última terça-feira (29), quando Luís Roberto Barroso, Edson Fachin,Rosa Weber, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello (primeira turma do STF) julgaram um caso de aborto que envolveu pessoas de Duque de Caxias (RJ) que foram denunciadas pelo Ministério Público. O grupo havia sido denunciado por crime de aborto e formação de quadrilha, mesmo havendo consentimento da gestante sobre o ato.

Fernando Frazão/Agência Brasil

Ato no Rio de Janeio em março de 2016. Créditos: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os acusados foram presos, porém, os ministros votaram pela liberdade de cada um deles, entendendo que os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto não vão ao encontro da Constituição Federal de 1988. A decisão valeu apenas para o caso específico que ocorreu no Rio de Janeiro e não descriminaliza o aborto no país. No entanto, marca um avanço no país, já que casos semelhantes podem receber o mesmo tratamento.

Precisamos falar sobre o aborto na periferia

N0 dia 28 de setembro o Nós, mulheres da periferia participou da Virada Feminista Online, a qual tinha como tema principal discutir a Descriminalização do aborto na América Latina e Caribe. O debate do Nós enfatizou a questão a partir de um recorte territorial e racial.

Maria Fernanda Terra, enfermeira e professora que estuda gênero e saúde. Jennyfer Nascimento, da zona sul de São Paulo e Daniele Silva Braga, ambas da coletiva Fala Guerreira, foram as nossas convidadas, com a mediação de uma das integrantes do Nós, Semayat Oliveira.

No debate, as mulheres falaram sobre a dificuldade que a mulher da periferia tem de reconhecer seu corpo, já pouco se fala do corpo da menina periférica ainda na escola. Como o sexo ainda é um tabu entre as mulheres periféricas. E sobre os motivos que levam o assunto sobre o aborto ainda um tema polêmico e pouco discutido abertamente, questões religiosas e de saúde pública permearem esse debate que foi um primeiro passo para começarmos a falar sobre o assunto.

Veja o debate na íntegra abaixo:

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