Em 2015 o Coletivo Nós, mulheres da periferia, lançou a exposição multimídia QUEM SOMOS [POR NÓS], no Centro Cultural da Juventude (CCJ), Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo. A proposta foi inédita e trouxe a fala das mulheres como elemento artístico.

O processo criativo foi coletivo e desenvolvido durante oficinas realizadas em diferentes bairros das periferias de São Paulo. Com fotografias, autorretratos e registro audiovisual, a mostra resultou de quatro meses de encontros do projeto Desconstruindo Estereótipos, que percorreu seis bairros da capital paulista.

Foram mais 100 mulheres envolvidas, entre 17 e 92 anos, com predominância de negras, contemplando a intersecção entre classe, raça e gênero. A dinâmica envolveu debates, exercícios e ensaios com máquinas fotográficas e telas de pintura.

O intuito era abrir um espaço de troca de percepções, em parceria com associações e escolas públicas, sobre as abordagens jornalísticas, publicitárias e de programa de entretenimento sobre o ser mulher na periferia, com foco na construção de um novo lugar de fala.

A instalação promoveu um diálogo entre narrativas femininas do bairros Campo Limpo (ZS), Capão Redondo (ZS), Jardim Romano (ZL), Jova Rural (ZN), Guaianazes (ZL) e Perus (Noroeste), todos na capital de São Paulo.

Com a exposição QUEM SOMOS [POR NÓS], o coletivo Nós, mulheres da periferia buscou ultrapassar sua atuação no campo virtual e encontrar formas de atingir um público maior, ocupando espaços públicos e de convivência, tornando o acesso a esses discursos ainda mais próximos do dia a dia. 

No ano seguinte, as entrevistas em vídeo realizadas neste projeto foram a base para a criação do primeiro curta do coletivo, o Nós, Carolinas, lançado em 8 de março de 2017.

Nesta lista você terá acesso a histórias que foram exibidas no Centro Cultural da Juventude, em 2015, com uma edição diferente do documentário, assim como outras personagens.

Dona Carolina , Jova Rural
Inspiração para o nome do documentário Nós, Carolinas, ela faleceu em 2016, um ano depois da gravação deste vídeo.


Joana Ferreira de Carvalho, Parque Santo Antônio
Joana foi uma das entrevistadas que mais nos emocionou, ela tem uma história de luta pela pelos filhos, pela educação e de resistência como trabalhadora doméstica.

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