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Maria José de Torres Loiola, de 63 anos, encara bem o envelhecimento, de forma natural. “Estou conformada, não penso nisso. Só penso em me alimentar bem, me exercitar. Tem que se cuidar”.

Moradora de Guaianases, Maria José já realizou diversos trabalhos na área da limpeza, da metalurgia e está aposentada há 3 anos.  Com os dois filhos já adultos e criados, gostaria de aproveitar melhor o tempo livre com o esposo, também aposentado, mas é difícil diante dos gastos cotidianos.

“A aposentadoria só dá para pagar dívidas e comer. Até hoje não consegui viajar. Só para as excursões da igreja para Aparecida. Tem que ter dinheiro. É uma vergonha o salário mínimo. Enquanto pra gente só diminui para os ‘grandão’ só aumenta”, afirma a aposentada.

Apesar das dificuldades, Maria José se sente grata com o passar dos anos. “Eu sou feliz. Não gosto de reclamar. Tem que pensar positivo para não atrair coisa ruim. A gente não sabe o dia de amanhã”.

Maria José de Torres Loiola, 63 anos, moradora de Guaianases.

Crédito: Lívia Lima

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Sobre a autora:

Lívia Lima

Jornalista, mestre em Estudos Culturais e moradora de Artur Alvim, zona leste de São Paulo.

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