O corpo negro na dança, nos rituais e nas artes: esses são os temas do 2º módulo do Núcleo de Estudos em Corporeidades Negras, que acontece às quintas-feiras, de 12 de abril a 21 de junho, das 19h às 21h30, na Oficina Cultural Alfredo Volpi, em Itaquera, zona leste de São Paulo.

Duas atividades serão aos sábados e abertas ao público; uma delas é a roda de conversa “Diálogos sobre Arte e Loucura”, no dia 19 de maio, das 15h às 17h30, que discutirá o fazer artístico como ferramenta de cuidado da saúde mental e a participação dos negros nesse cenário. A convidada Bárbara Pina vai contar a história da loucura no Brasil, e vai apresentar ao público as obras e a vida de Arthur Bispo do Rosário, renomado artista plástico que foi fundamental para a relação entre saúde mental e arte no país.

Arthur Bispo do Rosário: artista plástico que foi fundamental para a relação entre saúde mental e arte no país.

Crédito: divulgação

A outra atividade que será no sábado é a “Vivência: Toré com o Povo Pankararu”, no dia 16 de junho, das 15h às 17h30. A dança ao ar livre com os Praiá é a mais importante manifestação religiosa desse povo que vive no sertão do Rio São Francisco, em Pernambuco. Os Praiá sintetizam a relação dos Pankararu com a dimensão do sagrado e com as forças encantadas nas aldeias onde vivem. A atividade será coordenada pelos próprios Pankararu.

O foco do “Workshop de Danças Brasileiras”, no dia 3 de maio, quinta-feira, das 19h às 21h30, será o bumba meu boi do Maranhão, com destaque no Sotaque da Baixada. Por meio da dança e da musicalidade desse ritmo popular brasileiro, Kelson Barros coordenará um trabalho que envolve o corpo em seu aspecto sensível, expressivo e social, passando por todos os movimentos e personagens do Sotaque da Baixada, com ênfase no cazumbá.

As atividades são gratuitas.

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