O Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo. De acordo com o ranking da ONG europeia Transgender Europe, entre 2008 e 2016 foram assassinadas no Brasil 868 pessoas trans, número três vezes maior que o do México, que ocupa o segundo lugar da lista. Esses são apenas os números oficiais, sem contar as mortes que não são contabilizadas como casos de transfobia.

Para ampliar os olhares e percepções sobre mulheres trans e travestis, a Oficina Cultural Alfredo Volpi e o Coletivo Corpo Aberto realizam diversas atividades para mostrar além dos estereótipos alimentados pelo senso comum. As atividades de Geração de mulheres: mulheres trans e travestis acontecem dias 7 e 9 de junho e são gratuitas.

“A discussão desse tema precisa ganhar espaço em diversos equipamentos públicos, eventos como esses garantem que essas pessoas sejam ouvidas e respeitadas. Acreditamos que a cultura pode contribuir com este movimento de mudança”, conta Danielle Rocha, integrante do Coletivo Corpo Aberto.

E se Jesus vivesse nos tempos de hoje e fosse travesti? “O evangelho segundo Jesus, rainha do céu” é um monólogo com a atriz Renata Carvalho que traz Jesus ao tempo presente, na pele de uma travesti. Histórias bíblicas conhecidas são recontadas em uma perspectiva contemporânea, propondo uma reflexão sobre a opressão e intolerância sofridas por transgêneros e minorias sociais. O trabalho de Natalia Mallo é apresentado ao público quinta-feira (7) às 20h.

A atriz Glamour Garcia apresenta em Auto-performance: teatro de si mesmo seu processo artístico, totalmente interligado com o lugar que ocupa no mundo e sua história. Na atividade que acontece sábado (9) às 17h30, os participantes aprendem a performar a partir de sua vivência e realidade.

A professora e escritora Amara Moira, em conjunto com a socioeducadora Brunna Valin, fala sobre a falta de pessoas trans nas escolas e universidades brasileiras, bem como a importância de ocupar esses espaços para transformar o imaginário popular sobre a população trans. A roda de conversa E se a professora fosse travesti? ocorre sábado (9) às 15h.

Encerrando a programação do sábado, às 19h30 a modelo e performer Mc Dellacroix realiza um pocket show na Oficina. A artista vem rimando no rap para incomodar, questionar e expor sua realidade marginalizada a partir da música.

Histórias bíblicas conhecidas são recontadas em uma perspectiva contemporânea, propondo uma reflexão sobre a opressão e intolerância sofridas por transgêneros e minorias sociais

Crédito: divulgação

Programe-se

O evangelho segundo Jesus, rainha do céu | 7/6. Quinta-feira, 20h às 21h30
Recomendação etária: 16 anos | 50 lugares

E se a professora fosse travesti? | 9/6. Sábado, 15h às 17h30
Recomendação etária; 14 anos | 20 lugares

Auto-performance: teatro de si mesmo | 9/6. Sábado, 17h30 às 19h30
Recomendação etária: 14 anos | 15 lugares

Inscrições por ordem de chegada.

Pocket show: #Dellacroixtour | 9/6. Sábado, 19h30 às 21h
Recomendação etária: 14 anos | 40 lugares

Temas:

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