No Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, 25 de julho,  quarta-feira, é celebrado o dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha e Dia Nacional da Mulher Negra. No Brasil, a data foi oficialmente reconhecida no país em 2014. Aqui, o dia faz homenagem e memória à Tereza de Benguela, mulher negra líder do quilombo de Quariterê, no Mato Grosso.

Com o objetivo de evidenciar as especificidades da população negra, com um recorte de gênero e classe, as manifestantes sairão às ruas de São Paulo contra o racismo, o machismo e a LGBTfobia. A concentração será ás 17h na Praça Roosevelt e seguirá até o Teatro Municipal da cidade.

Liderada pela Marcha das Mulheres Negras (SP), este é o terceiro ano consecutivo em que o ato acontece. Em 2018 o mote será “Por nós, por todas nós e pelo Bem Viver”.

Segundo Juliana Gonçalves, o conceito do Bem Viver tem sido utilizado desde a marcha nacional, que aconteceu em 2015. “O movimento é suprapartidário,  e composto por entidades coletivas e mulheres negras autônomas”, afirma. 

Mulheres indígenas e afro-indígenas também estarão presentes, reafirmando a aliança de parentesco e fortalecendo as lutas entre esses dois grupos.

“Somos muitas e a nossa força está na pluralidade de vozes. Todas, todos e todes são bem-vindes. Lembrando que o protagonismo do ato em sua plenitude é das mulheres negras: as cisgêneras e as trans; as héteras e as lésbicas e bis; as organizadas e as autônomas; as religiosas e as ateias; e toda diversidade de mulher negra alinhada com o projeto emancipador da Marcha que começa com a manutenção da nossa vida”, aponta o texto de divulgação no evento nas redes sociais.

Para garantir que os custos para a mobilização como transporte, alimentação e outras frentes, o grupo organizador criou uma arrecadação online. Para contribuir, clique aqui.

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