Rose Dórea “musa” da Cooperifa

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histórias 

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Há duas décadas, o movimento criado por escritores, escritoras e poetas de bairros periféricos se fortaleceu na cidade de São Paulo.

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Um dos lugares que simbolizam essa efervescência é o sarau da Cooperifa.

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Rose Dórea, 48 anos, produtora do Sarau da Cooperifa é conhecida como musa daquele espaço e se orgulha desse título.

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“Tenho o título de musa que eu levo com muito orgulho, mas pelo fato de apresentar o sarau, estar sempre à frente desde o começo”.

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O sarau da Cooperifa nasceu em 2001. O poeta Sérgio Vaz e o jornalista e escritor Marco Pezão foram os cofundadores, mas Rose esteve sempre lá.

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“Muita gente ia para entender o que era. Não tinha ainda essa abertura que hoje é a poesia dentro da periferia, né? Era uma coisa muito elitizada”.

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“Só elite tinha cara que escrevia bem, tinha produtor. A Cooperifa abriu isso”.

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“Cada um do seu jeito, não estou falando que foi só a Cooperifa, teve Sarau do Binho, Elo da Corrente, cada um foi montando seu sarau em cada bar”.

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Rose reconhece que no início não havia muita participação das mulheres nos saraus por ser em bar, lugar ainda considerado socialmente só para homens.

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“o preconceito, infelizmente, ainda existe, mas hoje está bem menor, da mulher estar dentro de um bar”

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A produtora cultural reconhece que as tarefas ainda impostas às mulheres como os cuidados da família é empecilho para maior participação feminina, mesmo assim, há avanços.

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Rose aponta que a Cooperifa mostrou para quem vive nas periferias possibilidades. “A poesia abriu um leque para nós negros, pra dizer o que a gente pensa”.

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Poeta, produtor, advogado, faxineira, dona de casa, não importa. Para Rose, a Cooperifa mostrou, recitando poesias, a potência de quem vive nas periferias.

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Confira a história completa de Rose Dória acessando o especial Poesia Delas: Mulheres na literatura periférica. 

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