mulher negra e escritora: desafios da ‘invisibilidade’

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histórias 

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Elizandra Souza, tem 38 anos, é poeta, jornalista, escritora, editora e, antes de tudo, leitora.

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Elizandra começou sua trajetória literária em 2001, por meio de fanzines com suas poesias, antes recitadas só para si.

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A escritora aponta os desafios para o reconhecimento literário de escritoras negras em uma sociedade racista.

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“Quando você é uma escritora, mulher, negra, periférica. São várias camadas de invisibilidade, para você não chegar em determinados espaços”.

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A escritora reforça que a literatura de mulheres negras é diversa. A pluralidade é expressa nas obras.

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“A literatura das mulheres negras é  muito diversa. A gente não fala só sobre questão racial, sobre machismo. A gente fala sobre nossas subjetividades”.

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“Dizer que não somos só o malandro, a mulher sensual, a que está ali para servir. temos subjetividades. Somos  complexos. Por isso que fazemos essa literatura”.

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Elizandra reconhece que os saraus e a literatura periférica foram um novo jeito para que a população inserida nesses contextos, se reconhecesse nos espaços de poder.

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“A nossa história é em espiral. Inventamos um novo jeito de circular através da palavra”.

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“Por que os saraus pegaram tanto? Ele vem do lance da oralidade. O que é a oralidade para o povo negro? O conhecimento através da palavra”.

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Elizandra lista outros movimentos neste sentido, como o hip-hop, o samba e a capoeira.

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Essas manifestações culturais para a população negra, juntamente com a literatura periférica, compõem a potência de narrativas que rompem com a invisibilidade de pessoas negras.

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“A nossa literatura nos potencializa. Construímos narrativas que são diversas. Nas nossas literaturas a gente nos devolve a dignidade e a humanidade”.

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Confira  o especial Poesia Delas: Mulheres na literatura periférica. 

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