O Instituto Marielle Franco está arrecadando recursos para construir um monumento para eternizar a memória da vereadora, assassinada há 3 anos.

A obra é uma iniciativa do artista Edgard Duvivier, escultor de inúmeras estátuas na cidade do Rio de Janeiro e em diversas partes do mundo, como as estátuas de Jairzinho, Clarice Lispector, Nilton Santos, Zagallo, Pelé, Mujica, entre outros.

O local e a pose de Marielle ainda não foram definidos, mas serão divulgados posteriormente.

Os valores de doação são a partir de R$20 que podem ser feitas pelo site. Na mesma página é possível visualizar o total arrecadado até o momento e quais são as metas do projeto.

Os nomes de todas as pessoas que doarem para a estátua serão registrados no site e nas redes do Instituto em forma de agradecimento pela ajuda em defesa da memória de Marielle.

marielle franco

Marielle Franco

Crédito: Mídia Ninja

Caso Marielle

Marielle Francisco da Silva, conhecida como Marielle Franco,  filiada ao Partido Socialismo e  Liberdade (PSOL),  elegeu-se vereadora em 2016 no Rio de Janeiro.

Nascida e criada no complexo de favelas da Maré, dedicou sua vida pela luta dos direitos das mulheres, população LGBT, negros e moradores de favelas. Feminista e ativista de direitos humanos,  também era contra a intervenção federal no estado.

Em 14 de Março de 2018,  Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros na região central do Rio de Janeiro. A investigação do caso acusa que trata-se de uma execução, embora não descartem outros motivos. O caso ainda não foi encerrado e até o momento a família de ambos buscam saber quem mandou matar Marielle.

Instituto Marielle Franco

Após sua morte, a família de Marielle criou o Instituto Marielle Franco com o intuito de  continuar o legado da vereadora para que as próximas gerações possam dar continuidade.

Sua irmã, Anielle Franco, diretora da organização, escreveu em sua coluna no portal UOL   que a estátua em memória de sua irmã se relaciona com as quedas das estátuas ocorridas em manifestações no ano passado, durante os protestos pela morte de George Floyd. Mas ela afirma que é importante que se “celebrem e homenageiem as mulheres e pessoas negras em vida. Não esperem até que um das nossas e dos nossos se vá…”.

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