Que horas ela volta? e os sonhos de minha mãe para mim

Depois de ler algumas críticas e muito ouvir sobre o filme “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert, resolvi que eu deveria assistir a este filme ao lado de quem realmente entende do assunto. Pois pra além da coincidência do nome Jéssica, eu também fui criada por uma empregada doméstica, minha mãe, dona Luzia Moreira. Que, aliás, até hoje dá um duro danado. Fiquei curiosa pra saber a opinião de alguém que realmente vive a questão no dia a dia desde os 14 anos de idade.

A personagem Val veio de Pernambuco, minha mãe do Paraná. Val não pôde trazer a filha para viver com ela, enquanto minha mãe veio com toda a família, inclusive a mãe Evarista, que, assim como a música de Chico, morreu na contramão atrapalhando o tráfego, para entregar a roupa passada a ferro para a patroa. Eu, assim como Jéssica, sou a primeira a quebrar o ciclo familiar e trocar a casa de família pela sala de aula.

O filme vai até a ferida da sociedade brasileira, onde a luta de classes é encoberta com a frase “você é quase da família”. O quase é a linha tênue que mantém a empregada na cozinha quando o dia é de festa. O quase é o andar que separa o quartinho sem ventilação do quarto luxuoso de hóspedes. O quase é o presentinho que substitui o salário digno, que sempre fica aquém daquilo que cada babá, empregada doméstica – mensalista ou diarista – realmente deveria receber segundo as leis que regem essas profissões.

Mas o “quase” é também a manutenção da terceirização do trabalho doméstico, o mesmo que deveria ser dividido igualmente entre os membros de uma família. E o patrão “trabalhador autônomo”, que bem aparece no filme, poderia muito bem levantar o corpo da cadeira e levar o prato até a cozinha, assim como as tantas outras atividades realizadas pela empregada Val – lavar, passar, guardar, acordar a família para o café. Todas poderiam muito bem ser divididas entre todos da casa, enquanto a “mãe-patroa” trabalha.

Regina Casé em "Que horas ela volta?" (Divulgação)

Regina Casé em “Que horas ela volta?” (Divulgação)

A maior parte das casas onde minha mãe trabalhou foram de pessoas de Perus, nosso próprio bairro. Todos de classe média. Nossos vizinhos ou até parentes. Claro que muitos deles com nível superior, alguma condição econômica mais elevada, mas ninguém era rico.

Minha mãe sempre disse que isso também era difícil, uma vez que o salário também não era dos mais altos, mas em compensação, a relação era mais de amizade que trabalhista, o que também abre margem ao “quase”. Quase amiga, quase empregada. Ao assistir ao filme, dona Luzia se revoltou com Val algumas vezes. Não gostou de sua passividade perante aos patrões. Me narrou um episódio no qual uma das patroas pediu para que ficasse até às sete da noite para limpar a casa. “Se o que você me pagasse valesse a pena, eu até ficava, né?”!. Certeira. Minha mãe aprendeu desde cedo que não se pode ser passiva diante das adversidades da vida. E tá aí alguma coisa que ela não enxergou em Val. “Eu não teria paciência pra continuar em um emprego como esse, não”.

A PEC das domésticas trouxe uma série de direitos a essas trabalhadoras, como a garantia de salário nunca inferior ao mínimo (hoje R$788) e jornada de trabalho nunca superior a 8 horas diárias. Em maio desse ano, o Senado aprovou outros sete benefícios, que vão de contrato de trabalho e multa em caso de demissão. O texto foi sancionado em junho pela presidenta Dilma Rousseff.

Leia nosso Especial : Trabalho doméstico (mal) remunerado: da casa grande aos apartamentos

Assistir a esse filme com minha mãe é trazer à tona todas as suas memórias: de luta, cansaço, de dor. “Trabalhar em casa de família não é bom negócio para ninguém. Por mais legal que a família seja com a gente, a gente nunca é valorizada completamente. Nunca paga por tudo que trabalhamos. A gente faz demais dentro de uma casa. Você faz tudo por muito pouco. Tem dia que acordo e não tenho vontade de ir”. É a opinião da minha mãe, que, como a protagonista do filme, leva no corpo as dores diárias de quem se doa para uma casa que não a sua, uma família sem seus filhos.

Assim como Val, muitas são as mães da periferia que deixam seus filhos pela manhã para criarem os filhos das patroas até a noite virar. “Olha o filme, Val amou tanto o filho da patroa e a patroa não amou nem um pouquinho sua filha”. A troca não é mútua. O cuidado de um nem sempre é a valorização do outro.

De 2014 para 2015, decidi estudar inglês na Irlanda. Ao chegar do intercâmbio, em agosto, minha vizinha Célia, também empregada doméstica, me abraçou emocionada. “Oh você aí pra minha patroa ver que filha de empregada também faz intercâmbio. Ela, que pensa que lugar de filha de empregada é só na cozinha, ainda vai ver minha filha em Londres”, falou orgulhosa da filha que logo irá completar o ensino médio.

Eu, mais emocionada ainda, virei pra Célia e disse que, com certeza, sua filha vai para Londres ou qualquer outro lugar que ela desejar. Pois como Jéssica, eu só fui para a Irlanda onde, vejam, também fui babá, por ter tido o apoio dessa minha mãe guerreira. E foi como mãe que Luzia mais se enxergou em Val. Lembrou de quando eu passei na escola técnica, entrei na universidade e quando, finalmente, realizei o sonho de morar no exterior.

Embora bolsista do Prouni, eu só ingressei e permaneci na universidade porque dona Luzia sempre esteve na dianteira de minha vida, financeira ou emocionalmente. Porque ela me levava às 6h no ponto de ônibus para ir à escola técnica, nas ruas sem iluminação de Perus. E durante o ensino fundamental. E antes – até – quando, aos seis anos de idade, foi de sua camisa rosa que li a primeira palavra de minha vida – PA-KA-LO-LO – após ela brincar comigo de escolinha, ensinando-me as vogais.

Sei bem que muitas amigas de minha mãe não puderam estar presentes na vida de suas filhas como gostariam. Assim como Val no filme, para que tivessem uma vida melhor que a delas, essas mães – sempre doadoras de si próprias- abrem mão da maternidade com o coração nas mãos, mas com  o sonho de que suas crias serão maiores que elas puderam ser.

Leia mais: Não fazem mais empregadas como antes

Nós, as novas mulheres graduadas vindas da periferia, somos as Jéssicas filhas da Luzia, filhas da Val, filhas da Célia, que, muitas vezes, acompanharam suas mães nos afazeres das casas dos outros. A força de trabalho que hoje surge das bordas da cidade como professoras, jornalistas, advogadas, dentistas, empresárias, tantas outras, vêm das mesmas mãos de quem lavou as roupas que nunca poderiam dar aos filhos. De quem sempre limpou a casa que não era sua. De quem aguentou calada ofensa só pra garantir aos filhos o sustento, a educação que a sociedade não lhe garantiu no passado.

Jéssica e sua mãe Luzia

Jéssica e sua mãe Luzia

Mas bonito mesmo é ver que o fato de Jéssica passar no vestibular serve como ponte definidora do empoderamento e autonomia de Val. Todo seu esforço em deixar a filha no nordeste para trabalhar e enviar dinheiro pra ela se tornam recompensados. Esse é o ponto alto da narrativa, é o processo contrário de filha empoderando mãe, mas num ato de retribuição, troca, presente esperado por toda a vida. Ponto alto dentro de mim também, de minha mãe ao meu lado, que, extasiada, quase deu um pulo da cadeira pra dizer “Olha Jéssica, lembrei de você, nas tantas vezes que você tava fazendo prova”. Quantas vezes ela me esperou quatro, cinco horas naqueles vestibulares inacabáveis? Quantas vezes ela e meu pai juntaram as moedas pra eu ler os livros recomendados. “Quantas vezes, enquanto eu passava roupa na casa da minha patroa, eu pedia a Deus, Jéssica, chorando, que você tivesse estudo”.

No mais, que haja cinema a céu aberto nas periferias para as nossas Vals terem acesso a uma história que pertence a elas, pois eu e minha mãe tivemos que tomar trem, metrô e ônibus para chegar até o local mais próximo.

 

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20 Responses to “Que horas ela volta? e os sonhos de minha mãe para mim”

  1. Karina vieira 11 Setembro, 2015 at 20:05 # Responder

    Chorei no ônibus indo pra casa depois de um dia de trabalho. Chorei porque há duas semanas me formei e minha mãe tava lá, chorando copiosamente comigo pois a filha mais nova das três que ela teve conseguiu pegar o tão sonhado diploma. Não terei alegria maior do que ver minha mãe chorando quando o canudo veio para as minhas mãos. Estudarei até o fim do ano pois faltam algumas matérias porém é o sorriso dela e as lágrimas de felicidade na minha formatura que me dão força pra seguir em frente.
    Muito obrigada pelo texto, eu consegui me conectar com todo o processo, com toda a luta dela, eu consegui sentir que foi por ela. Sempre por ela(s).

  2. Elisa 11 Setembro, 2015 at 20:08 # Responder

    Que história linda! Lindíssima! Emocionante, cativante e também me vi um pouquinho no seu relato. Parabéns a D. Luizia, D. Célia e a minha mãe D. Rejane.

  3. Marina Machado 13 Setembro, 2015 at 21:09 # Responder

    Oi Jéssica! Seu texto é muito tocante, e eu gostaria de comentar algo sobre o filme, como alguém que acompanhou o início da carreira de atriz da Regina Casé. Eu tinha treze anos em São Paulo e um grupo do Rio de Janeiro foi se apresentar, uma galera chamada “Asdrubal Trouxe o Trombone”. Era em 1974 ou 75 e eles eram muito jovens, faziam “criação coletiva” e mostravam um “teatro do cotidiano”. Me apaixonei por tudo aquilo, e quis fazer teatro.
    Quando via a Regina Casé no comercial da Caixa Econômica Federal, usando seu carisma para propor empréstimos para aposentados… eu ficava muito puta! Mal! Desiludida demais…
    … com o filme eu me reconciliei com esta atriz — e com sua crônica eu tive então certeza, de que é um filme que vale a pena, e que algo da Regina da década de 70 está bem ali, um tipo de arte que fala com o coração da gente.
    um abraço
    da Marina

  4. Dafne Sampaio 13 Setembro, 2015 at 22:01 # Responder

    Parabéns pelo texto, Jessica. Tão bonito e necessário quanto o filme. Só uma correção: a lei foi sancionada pela presidenta em junho.

  5. aiaiai 14 Setembro, 2015 at 11:24 # Responder

    Oi Jéssica,
    lindo texto que me deixou com mais vontade ainda de ver esse filme. Apenas uma observação: a regulamentação da Pec das domésticas já foi sancionada pela presidenta Dilma http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2015/06/02/dilma-sanciona-com-vetos-a-regulamentacao-da-emenda-constitucional-das-domesticas

  6. Daniele 14 Setembro, 2015 at 16:41 # Responder

    “A personagem Val veio do Nordeste, minha mãe do Paraná.”
    Pq não: A personagem Val veio de Pernambuco, minha mãe do Sul?

    O reducionismo regional de sempre. Limitador como sempre. Mesmo fenômeno que acontece com a África. Vcs ate’ tentam, mas o preconceito algumas vezes não tem disfarce.

    De resto, parabéns pelo texto.

  7. ManuMuniz 23 Setembro, 2015 at 0:01 # Responder

    Que belo texto…, você escreve e descreve muito bem.

  8. Rose Andrade 23 Setembro, 2015 at 15:25 # Responder

    Jéssica, te conheci ontem na comunidade e hoje encontro esse teu texto lindo na página da Anna Muylaert.
    Que feliz coincidência!

  9. Ediane Battistuz 23 Setembro, 2015 at 19:10 # Responder

    Seu texto é maravilhoso. Sua história também. Não assisti ao filme, ainda, mas estou ansiosa para vê-lo e para me emocionar. Eu tenho uma emprega doméstica em casa, embora não goste de me referir a ela como empregada. Contratei-a como babá, pois não quero colocar meu filho pequeno na escola. Trabalho fora o dia todo, meu marido também. Sou quase arrimo de família; é do meu soldo mensal que saem as verbas para pagar a “empregada”, a parcela do financiamento da casa, o supermercado, o seguro do carro popular, a conta de água, de energia. Eu me senti inserida no seu relato, mesmo sem querer. Eu me senti culpada, mesmo sem querer ou ser – talvez seja. Porque, quando surgem bandeiras como a que você acaba de levantar, o outro lado, seja qual for, acaba por ser generalizado. Eu não tenho uma “empregada” porque sou de classe média – e não sou. Ou porque não quero cuidar do meu filho (eu preciso trabalhar; sim, eu preciso). Ou porque não suportaria a ideia de limpar, lavar, passar. Eu não tenho uma “empregada” porque na minha família somos um bando de preguiçosos que não sabem dividir tarefas domésticas. Eu tenho uma empregada porque preciso (e, claro, optei por isso). Eu tenho uma empregada que recebe o salário mínimo regional do Estado onde moramos, que, por acaso, é o maior mínimo regional do país, está bem acima do salário mínimo nacional. Eu tenho uma empregada com quem divido, sim, as tarefas domésticas. Eu cozinho à noite para almoçarmos no outro dia. Ela faz nosso almoço, muito bem feito, quando eu não consegui fazer. Eu lavo a roupa. Eu deixo a casa organizada na noite anterior, de modo que, ao chegar pela manhã, ela não encontra pelo caminho dezenas de coisas por guardar, por ajeitar, por limpar. E tento fazer com que meu marido aja da mesma forma. Eu ensino meu filho de três a obedecê-la como obedece a mim e a seu pai, a respeitá-la como respeita aos seus avós, a conviver com ela como alguém que “mora na nossa casa durante oito horas por dia” (e são oito horas por dia, rigidamente respeitadas por mim), e não como uma “empregada que está ali para nos servir”. Eu não admito deixar o prato de comida sujo sobre a mesa, como se ela, e apenas ela, tivesse a obrigação de recolhê-lo e lavá-lo. A obrigação de manter a casa limpa, organizada e as coisas no lugar é toda nossa. Minha, de meu marido, de meu filho pequeno e da “nossa” “empregada”. Sim, eu dou “presentinho” quando chega seu aniversário, quando ela completa mais um ano de serviço/trabalho/emprego, quando chega o Natal. E não, eu não deduzo ou substituo isso pelo salário. Aliás, eu tento garantir a ela o mesmo que o meu empregador me garante. Eu recebo abono de férias, além do 1/3. Ela recebe também. Eu tenho gratificação de Natal no contracheque todo fim de ano. Ela também tem. Eu tenho todos os meus direitos de empregada (e, na empresa de sete mil funcionários onde trabalho, eu e minhas colegas somos chamadas de empregadas, e não de colaboradoras, funcionárias ou algum termo eufemístico). E eu não faço isso porque me sinto obrigada, porque quero mostrar aos outros como sou uma cidadã exemplar, uma boa “patroa” (detesto essa palavra, no feminino ou no masculino). Eu faço isso porque ela merece, como meu empregador deve julgar que mereço (assim espero). Portanto, Jéssica, eu adoraria que a beleza e a sinceridade do seu excelente texto não generalizassem a situação, coisa que se faz muito neste Brasilzão, e não desconstruíssem ou desmerecessem as relações saudáveis, corretas e dignas entre “patrão e empregado” que existem por aí.

    • Ediane Battistuz 23 Setembro, 2015 at 19:15 # Responder

      Perdão pelas palavras faltantes no texto. Escrevi com pressa de terminar e não pude reler. Meu filho tem três anos. Escrevi que tenho todos os meus direitos de empregada garantidos, e, da mesma forma, ela também tem os dela garantidos. E, por fim, não quis ser rude. Seu texto foi, de alguma forma, um desabafo, certo? O meu também.

  10. nelson 28 Setembro, 2015 at 20:54 # Responder

    pois ontem tive a oportunidade de assistir o filme no CEU Perus, foi grandioso estar junto de tantas mulheres q se viram na historia e ao final choraram aquilo q talvez estivesse preso por muito tempo em seus corações, ñ era lágrimas de orgulho e sim de reconhecimento… alga está mudando . abraço

  11. Núria 12 Janeiro, 2016 at 3:28 # Responder

    Chorei… Que texto lindo você tem, menina! Você merece muitas alegrias e a dona Luzia também. Um grande beijo.

  12. Wendy 12 Janeiro, 2016 at 13:36 # Responder

    Apesar de não ter a mesma coincidência de ter o nome Jéssica, me vi sendo retratada em cada palavra que você usou. Me emocionei ao ler o texto todo e também não pude ter a oportunidade de ver o filme com a minha mãe que por muitas vezes me relatou algumas humilhações que ela já passou, e é por isso que tenho certeza que os relatos dela seriam parecidos com todos que foram expostos. Parabéns o texto é maravilhoso.

  13. Paul Sampaio 14 Janeiro, 2016 at 17:23 # Responder

    Lindo texto, Jéssica. E quanta coincidência, hein? Total sincronicidade isso :) Também me emocionei bastante com o filme, e achei excelente, para fazer os ‘patrões’ Brasil afora se enxergarem um pouco. Achei o tratamento dado ao tema perfeito, muito bem conduzido – pura realidade.

    Fico feliz demais pelo seu sucesso, quanto ao filme, realmente já está fazendo elos entre as pessoas, e trazendo mais esclarecimento sobre o trabalho das empregadas domésticas.

    Quando terminei assistir, tive a impressão de ter assistido um futuro ‘clássico’ do cinema brasileiro em termos de luta de classes.

    Deus te abençoe :) PAUL SAMPAIO

  14. Karine 15 Janeiro, 2016 at 18:44 # Responder

    Existem mesmo muitas Jéssicas, e nelas deposito minhas maiores esperanças.

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