Por Redação | 27/09/2017

Fortalecer a atuação de mulheres e seus espaços de resistência ao neoliberalismo e ao patriarcado, a partir das contribuições do Feminismo Comunitário é o objetivo do Ciclo de encontros Feminismo Comunitário: propostas desde o Sul, que acontece de 27 a 30/09, em São Paulo.

Julieta Paredes | Divulgação

Julieta Paredes | Divulgação

O evento promoverá uma série de atividades abertas e gratuitas com Julieta Paredes, feminista boliviana, uma das criadoras do Feminismo Comunitário de Abya Yala (nome originário da América). Nos encontros, serão discutidos temas ligados à descolonização, à força revolucionária das mulheres latinoamericanas, ao resgate da ancestralidade indígena, à experiência de mulheres imigrantes na construção do comunitário, a novas propostas de organização e atuação política, além de uma festa celebrará a alegria das conversas, trocas, reflexões e aprendizados para a construção de outros mundos possíveis.

 Julieta participará também de encontros e oficinas com ativistas e militantes para conversar sobre feminismo periférico, práticas de uma justiça feminista, luta das mulheres indígenas e mulheres sem-teto e movimento das mulheres pela água.

A vinda de Julieta para o Brasil é organizada pelo Arrua Coletivo e pela serpente coletiva, com o apoio da Fundação Heinrich Böll.

Julieta Paredes (La Paz, Bolívia; 1967) é poeta, cantora, compositora, escritora e feminista lésbica, decolonial, aymara, ativista da luta antipatriarcal construída a partir da Abya Yala. Para o feminismo boliviano é uma referência de clareza, de enorme rebeldia e, sobretudo, de alguém que entregou seu corpo à luta das mulheres. É uma das criadoras do Feminismo Comunitário de Abya Yala e reconhecida pela produção de expressões intelectuais, estéticas e políticas que servem como ferramentas de luta.

O que é Feminismo Comunitário?

Feminismo Comunitário de Abya Yala é um movimento orgânico gerado na Bolívia (2006), que hoje se espalha por toda a América Latina e também reverbera na Europa – com um tecido formado por mulheres imigrantes. É uma proposta ética, política e social organizada conceitualmente a partir do conhecimento sobre o acúmulo de lutas, sonhos e práticas femininas e de mulheres que desde nossa ancestralidade criam e nutrem a vida em comunidade.

Trata-se de um movimento que a partir do corpo de mulheres apresenta uma proposta política, de sociedade, ao mundo e ao planeta. A concretização de um sonho que abre possibilidades de trabalho e respostas territoriais ante os poderes do sistema patriarcal – que aqui é entendido como um sistema de opressões, não só às mulheres, mas também a homens, à natureza, à vida.

O Comunitário traz em si um tema fundamental ao movimento que é uma alternativa ao individualismo e à individualização características do capitalismo e também do feminismo que trabalha na lógica neoliberal. Não se enfrenta o patriarcado individualmente. É preciso estar em coletivo, em movimento, em comunidade. Sobretudo, é preciso um feminismo “de las mujeres de los pueblos”.

Serviço

27/09, quarta, 19h30
Porque somos a metade de cada povo
Apresentação sobre Feminismo Comunitário
Teatro De Conteiner​ – Rua dos Gusmões, 43 – Sta. Ifigênia – Metrô: Luz – saída Cásper Líbero.
Entrada gratuita.

28/09, quinta, 15h
O Comunitário em seus encontros interculturais
Com Equipe de Base Warmis Convergência das Culturas
Centro Cultural São Paulo – Sala de debates (Piso Caio Graco)
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – Metrô: Vergueiro.
Entrada gratuita.

29/09, sexta, 22h30
Festa Bem-Viver
Show “Língua” de Alessandra Leão
+ DJs Adriana Terra // Ruiiva Pisacane // Barbara Alinne
Al Janiah – R. Rui Barbosa, 269 – Bela Vista.
Contribuição voluntária.

30/09, sábado, 18h
Debate: Descolonizar a esquerda
Com Alana Moraes e Áurea Carolina
Mundo Pensante
R. Treze de Maio, 825 – Bela Vista
Entrada gratuita.

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